Governo dos Açores vai criar linha telefónica para denúncias ambientais

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Hernâni jorge

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O Governo dos Açores vai criar uma linha telefónica, denominada SOS Ambiente, como complemento ao portal "Na minha ilha", onde os cidadãos podem denunciar problemas ambientais, foi hoje anunciado.
 

 

“Vai ser criada uma linha telefónica SOS Ambiente que será um complemento ao portal ‘Na minha ilha’, permitindo às pessoas, através do simples uso do telefone fazer a sua participação e não ter que aceder à Internet”, declarou hoje à agência Lusa o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge.

O responsável referiu que o portal vai continuar, pretendendo-se com a linha telefónica disponibilizar um “mecanismo mais eficaz” para “acesso imediato” por parte das autoridades do Governo Regional à informação.

“Se o cidadão estiver na rua e for confrontado com uma situação que fotografa ou toma nota, mas sem ter forma de participar no portal, a não ser quando tiver acesso a um computador com Internet, tendo uma linha telefónica a administração regional terá um acesso mais rápido a esta informação e agirá de uma forma mais eficaz”, disse Hernâni Jorge.

O diretor regional não especificou a data de entrada em funcionamento da linha SOS Ambiente, mas garantiu que vai ser montada uma estrutura que funcionará 24 horas.

Hernâni Jorge adiantou que o portal “Na minha ilha”, com sete anos de existência, tem registado uma adesão “bastante significativa” por parte dos cidadãos, tendo sido recebidas 1.130 participações. Em 2016, foram apresentadas 130 denúncias.

“De 2013 para 2016 registou-se um ligeiro decréscimo no número de participações anuais, o que resultará da maior consciencialização da generalidade da população e, consequentemente, um menor número de situações”, considerou.

Tendo como referência o ano de 2016, Hernâni Jorge referiu que cerca de metade das 130 denúncias tem como principal motivação o abandono de resíduos, e 13% relacionam-se com a conservação da natureza e áreas protegidas.

O diretor regional referiu, ainda, que outras situações reportadas estão relacionadas com o deslizamento de terras, ordenamento do território, eventuais edificações ilegais e rede hidrográfica.

Hernâni Jorge destacou que a ilha que regista maior número de situações desde a criação do portal é São Miguel, com cerca de metade (559), seguindo-se Terceira, Santa Maria, Faial, Pico, Flores, São Jorge, Faial e Graciosa, tendo salvaguardado que esta ordem prende-se com a densidade populacional.

Segundo o responsável, o tempo de resolução das situações, que são encaminhadas para os departamentos competentes do Governo Regional com conhecimento do denunciante, depende da sua natureza, podendo ir desde quatro até 45 dias, em função da "sua complexidade".