Governo dos Açores nega encerramento de escola na Terceira e na Graciosa

Governo dos Açores nega encerramento de escola na Terceira e na Graciosa

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Jun de 2015, 16:47

O secretário regional da Educação e Cultura negou hoje que uma escola na Terceira e outra na Graciosa tenham sido encerradas, garantindo que o princípio "é manter os estabelecimentos de localidade até ao limite do possível".

“Em matéria de abertura e de encerramento de escolas, guio-me por um princípio de que devemos manter as escolas de localidade até ao limite do possível, porque a existência de uma escola garante vida a uma comunidade”, afirmou Avelino Meneses, em declarações à Lusa.

O titular pela pasta da Educação na região falava após ser ouvido pela Comissão Permanente de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, onde esteve em análise uma petição pública intitulada "não ao encerramento da Escola do Alto das Covas, EB1, JI Infante Dom Henrique”.

O secretário regional da Educação lembrou que não está previsto o encerramento daquele estabelecimento de ensino, o que de resto já saiu "em despacho de 31 de março e foi transmitido por ofício à primeira representante dos signatários da petição", acrescentando que o Governo Regional "não vai encerrar a escola da Praia”, na Graciosa.

“Às vezes os boatos multiplicam-se. Por exemplo, soube que desde quinta-feira, na Graciosa, corre o boato de que o Governo vai encerrar a escola da Praia. É mentira, mentira, mentira”, afirmou.

O governante disse que "o encerramento das escolas de localidade só deve ocorrer em circunstâncias muito específicas e por razões de ordem pedagógica ou sociológica", ou seja, "quando o número de alunos for tão reduzido que obrigue, por exemplo, a que os quatro anos do primeiro ciclo funcionem todos numa única sala com prejuízo para o exercício da pedagogia".

Avelino Meneses foi ouvido em Comissão sobre um projeto do Partido Popular Monárquico (PPM) que pretende que o Governo Regional tome medidas urgentes que protejam e dignifiquem os sotaques e alguns termos que se usam no arquipélago.

O secretário regional da Educação e Cultura afirmou estar de acordo com “muitos dos pressupostos” do projeto do PPM, mas entende que “aquilo que o projeto visa atingir já está neste momento” alcançado.

Segundo Avelino Meneses, “o sistema educativo regional é o melhor baluarte do reconhecimento e defesa dos falares açorianos, desde o pré-escolar, passando pelo básico, chegando ao secundário”.

“Nós temos efetivamente normas que obrigam os agentes educativos a sensibilizar os nossos alunos para a existência de uma língua que nós temos que é comum, que é a Língua Portuguesa, mas simultaneamente para a existência, nas nossas ilhas, de uma diversidade de falares e entendemos que os nossos estudantes também se devem familiarizar com estas diferentes formas de falar o Português em cada uma das nossas ilhas”, frisou.


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