Furacão "Alex" passou a cerca de 20 quilómetros a leste da Terceira

 Furacão "Alex" passou a cerca de 20 quilómetros a leste da Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Jan de 2016, 13:08

O furacão Alex passou hoje a leste da Terceira, a ilha dos Açores que tinha "uma elevada probabilidade de sofrer o impacto direto" da situação, mas que acabou por ser afetada pela parte menos ativa do fenómeno.

“O furacão passou a cerca de 20 quilómetros a leste da Terceira, que foi afetada, mas pela parte menos ativa do furacão”, afirmou o meteorologista Carlos Ramalho, da delegação regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em declarações à agência Lusa pelas 12:30 locais (mais uma hora em Lisboa), Carlos Ramalho explicou que “a parte mais forte do mau tempo está, neste momento, a leste da ilha, muito próximo, mas no mar, a cerca de dez, vinte quilómetros”.

O meteorologista esclareceu que no grupo central a situação “já acalmou nas ilhas de São Jorge, Faial e Pico”. Na Graciosa e na Terceira “ainda pode haver um pouco mais de vento”.

Quanto ao grupo oriental, ilhas de Santa Maria e São Miguel, “deverá haver algum vento até às 15:00, mas a partir daí com uma melhoria significativa do estado tempo”, notou.

“Ainda continuamos com o aviso vermelho e vamos ver se não há mais nenhum desvio que possa ocorrer. Só depois disso são levantados os avisos meteorológicos”, acrescentou.

Carlos Ramalho informou ainda que “os valores mais elevados de vento” foram registados em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com “o vento médio de 80 kms/hora e com rajada máxima de 110 kms/hora”.

O furacão 'Alex' é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de janeiro em quase 80 anos, de acordo com meteorologistas norte-americanos, motivando a emissão de avisos vermelhos para vento, agitação marítima e chuva para os grupos central e oriental, que vigoram até ao início da tarde.

O aviso vermelho é o mais grave numa escala de quatro e representa uma situação meteorológica de risco extremo.

O agravamento do estado do tempo no arquipélago levou ao encerramento de tribunais nestas sete ilhas, enquanto nas escolas não houve aulas, assim como nos três polos da Universidade dos Açores, que funcionam em Ponta Delgada (São Miguel), Angra do Heroísmo (Terceira) e Horta (Faial).

O Governo Regional recomendou ainda o encerramento das creches e jardins-de-infância, tendo o presidente do executivo, Vasco Cordeiro, determinado o fecho dos serviços da administração regional para as sete ilhas.

A exceção foram “os serviços considerados urgentes e essenciais, nomeadamente hospitais, centros de saúde, serviços de proteção civil, assim como os demais considerados pelos respetivos diretores regionais da tutela”.

Também pelo menos seis municípios – Praia da Vitória (Terceira), Nordeste, Povoação e Ponta Delgada (São Miguel) e Lajes e São Roque (ambos do Pico) – decidiram pelo encerramento dos serviços.

No porto de Ponta Delgada, o maior do arquipélago, que em dezembro sofreu vários danos decorrentes da agitação marítima, foram tomadas medidas preventivas, como a deslocação de embarcações comerciais para o norte da ilha, e o reforço da amarração das embarcações de recreio e pesca.

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