Fundo de investimento Discovery prevê investir 11 ME em hotéis inacabados em São Miguel

Fundo de investimento Discovery prevê investir 11 ME em hotéis inacabados em São Miguel

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jul de 2014, 18:33

O fundo que vai assumir até ao final de julho o projeto de dois hotéis inacabados e uma galeria comercial em São Miguel, prevê investir cerca de 11 milhões de euros e criar 60 postos de trabalho direto.

 

“Temos que até ao final deste mês terminar a compra. Vamos cumprir os prazos exigidos. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para cumprir os prazos”, afirmou aos jornalistas Pedro Seabra, do fundo de investimento Discovery, após ter sido ouvido pelas comissões de Economia e Política Geral do parlamento dos Açores, em Ponta Delgada.

Em causa estão o Hotel Casino de Ponta Delgada, na avenida marginal da cidade, e o Hotel SPA das Furnas, ambos propriedade da ASTA Atlântica, cujas obras estão paradas há anos, a que se junta ainda uma galaria comercial na Calheta Pedro de Teive, adjacente ao primeiro destes hoteis.

O caso esteve na Justiça, que em abril aprovou um plano de revitalização do grupo ASTA, depois de o Governo Regional dos Açores ter aceitado passar a concessão do jogo para outra entidade.

De acordo com as condições impostas pelo Governo dos Açores, a compra da ASTA pelo fundo de investimento Discovery tem de ser concretizada, no máximo, de 75 dias, a contar a partir de 15 de maio, dia em transitou em julgado a homologação do plano de revitalização por parte do tribunal.

Pedro Seabra confirmou que ultrapassada a fase de compra e escritura dos ativos da ASTA, o fundo terá 18 meses para abrir o Hotel Casino e seis meses o Hotel SPA das Furnas, prazos que serão “cumpridos seguramente”.

O responsável pelo fundo revelou que no total serão investidos cerca de oito milhões de euros no Hotel Casino, que empregará cerca de 40 pessoas, mais de um milhão no Hotel SPA das Furnas, que criará 20 postos de trabalho, e mais de um milhão na conclusão das galarias comerciais, o que totaliza um investimento de cerca de 11 milhões de euros, dos quais nove milhões já estão assegurados.

Questionado sobre os restantes dois milhões de euros, Pedro Seabra manifestou confiança que será possível encontrar outras formas de financiamento e que tal "não será um problema".

Pedro Seabra disse, ainda, aos deputados que o fundo poderá gerir os hotéis depois de concluídos ou não, apesar de revelar que o objetivo final passa sempre pela sua venda.

“Não temos pressa. Temos sim vontade de valorizar os ativos e de ganhar dinheiro quando os vendermos”, afirmou.

O responsável pelo Fundo Discovery revelou, também, que o Casino ficará instalado dentro do edifício do hotel de Ponta Delgada, num espaço que será depois alugado a quem ficar responsável pela gestão do jogo.

Pedro Seabra manifestou confiança na viabilidade económica do casino, alegando que a ASTA tem parceiros com capacidade para concretizar o projeto.

Quanto às galerias comerciais, cuja atual volumetria terá de ser diminuída, por imposição também do Governo açoriano, Pedro Seabra demonstrou abertura para rever o projeto, sendo que a obrigação contratual é terminar o parque de estacionamento substerrâneo e um posto de turismo.

Pedro Seabra revelou, também, que há outros ativos nos Açores cuja compra o fundo está a negociar, sem revelar mais pormenores.

O Fundo Discovery está em atividade desde 2012, tendo desde então comprado créditos sobre 34 ativos, num valor aproximado de 580 milhões de euros, quase todos na área do turismo.

Além de ter criado uma marca própria para gerir as unidades hoteleiras que já comprou, o fundo tem também celebrado contratos com cadeias internacionais para a administração de alguns hotéis.

 


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