Fundo Discovery propõe "mudança radical" para galerias comerciais

Fundo Discovery propõe "mudança radical" para galerias comerciais

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Jun de 2016, 20:04

O Fundo Discovery apresentou hoje uma "mudança radical" para as inacabadas galerias comerciais da Calheta Pêro de Teive, em Ponta Delgada, nos Açores, que passa por demolições, redução de volumetrias e criação de um jardim público.

“A solução que propomos é uma mudança radical sobre o que está ali feito e que satisfaz plenamente, penso que até ultrapassa, qualquer expectativa relativamente às ambições de devolver Pêro de Teive à população”, afirmou o representante do fundo de investimento privado, Pedro Seabra, após uma audiência com o Presidente do Governo Regional dos Açores, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada.

O projeto apresentado prevê a demolição das inacabadas galerias comerciais, sendo que na zona central surgirá um jardim público e nas laterais será edificado um imóvel complementar ligado ao turismo, que poderá ser um hotel, aparthotel ou apartamentos turísticos.

Permanecem os dois pisos de estacionamento subterrâneo, já construídos, o edifício para o posto de turismo e espaço para uma clínica.

Pedro Seabra referiu que a solução encontrada resulta de “um trabalho desenvolvido nos últimos anos com as autoridades nos Açores” e que o projeto agora apresentado “ainda vai ser bastante trabalhado” e estabelecidos acordo.

“Não tenho uma calendarização. Seria prematuro hoje comprometer-me com uma calendarização”, disse o responsável, sem revelar também qualquer valor sobre o investimento em causa.

Para o Presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, a proposta do Fundo Discovery é “uma boa solução” e constitui “um bom ponto de equilíbrio” entre as expectativas da população, o interesse público e do investidor privado.

“Na opinião do Governo Regional é uma solução que constitui um bom ponto de equilíbrio entre as expectativas legítimas da população, o interesse público de ver aquela zona limpa, em funcionamento, com destino e um terceiro componente que é a interesse privado”, considerou Vasco Cordeiro.

O governante recordou que desde dezembro de 2014 até hoje “houve um trabalho que não foi público, conscientemente, desenvolvido por parte do Governo Regional” no sentido de se cumprir a orientação delineada “de devolver a Calheta ao usufruto e fruição daqueles que por ali passam e vivem”.

As galerias, que estão por concluir, integram o empreendimento hoteleiro Azor, sob gestão da marca DHM - Discovery Hotel Management, que entrou em funcionamento no passado fim de semana.

Estes espaços comerciais, contíguos à nova unidade hoteleira de cinco estrelas, estão localizados em frente à marina de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Aquando da sua construção, um grupo de cidadãos lançou uma petição pública, denominada “Queremos a Calheta de Volta”, alegando que os terrenos da antiga Calheta de Pêro de Teive, que foram conquistados ao mar, tinham como destino prometido a construção de uma zona de lazer.

O Fundo Discovery está em atividade desde 2012, tendo desde então comprado créditos de mais de 30 ativos, num valor superior a 500 milhões de euros, quase todos na área do turismo.

 

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