Festividades levam floristas a importar flores e plantas

Festividades levam floristas a importar flores e plantas

 

Lusa/AO online   Regional   30 de Abr de 2015, 12:16

A proximidade da Festa da Flor da Ribeira Grande e do Santo Cristo, que se realizam nos próximos fins de semana, obrigou floristas e comerciantes de São Miguel a importar milhares de plantas e flores para responder à procura.

"Apesar de termos uma grande área de produção, tivemos de importar à volta de 10 mil gerberas, do continente, porque a Festa da Flor vai coincidir com o Dia da Mãe, que é também um dia com algum movimento", afirmou Marisa Maré, gestora de um estabelecimento comercial do ramo da floricultura, que se dedica à produção e comercialização de plantas e flores na Ribeira Grande.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande recupera este ano, a 1, 2 e 3 de maio, a Festa da Flor, que pretende transformar num cartaz turístico da cidade da costa norte da ilha de São Miguel, Açores.

Este evento antecede as festas do Santo Cristo dos Milagres, uma das maiores festividades religiosas dos Açores, que decorrem entre os 7 e 14 de maio, em Ponta Delgada.

Prestes a completar 25 anos, a empresa de Marisa Maré, que é propriedade dos seus pais, vai participar no desfile da Festa da Flor com um carro alegórico, estando também presente na zona de vendas e na decoração das montras.

"Logicamente que tivemos de reforçar a produção e importar por causa deste evento e do Santo Cristo, pois contribuímos sempre com alguma flor para as ornamentações", admitiu Marisa Maré, acrescentando que a empresa também recorre à importação da Holanda e Espanha de plantas de interior.

A empresa tem mais de 20 estufas, de produção de plantas e flores como margaridas, rosas, gladíolos e lílios e vende para outras ilhas açorianas.

"Vamos colocar parte da nossa produção de plantas de jardim e depois vamos decorar também o carro com uma multiplicidade de espécies florais e muitas plantas exóticas como antúrios, próteas e orquídeas", referiu.

Esta festa não era realizada na Ribeira Grande há 15 anos, mas a empresária disse recordar-se "perfeitamente" de edições anteriores, quando ainda era adolescente.

Naquele dia, a Ribeira Grande enchia-se de "um colorido diferente": "Utilizávamos trajes tradicionais e os carros alegóricos eram muito dinâmicos e enfeitados", contou, considerando que foi "uma boa opção" da autarquia voltar a realizar a Festa da Flor.

Também Hermínio Sousa, proprietário de uma florista na Ribeira Grande, disse que importou do continente flores e plantas, depositando esperanças no negócio durante o evento.

"Já tenho a loja há 20 anos. A Festa da Flor é uma iniciativa bem vinda", afirmou Hermínio Sousa, que leva para o evento ramos de flores, vasos, cestas e outros arranjos florais de rosas, gerberas, margaridas e cravos.

Hermínio Sousa recorda-se igualmente da festa "há anos", por ser "sempre um fim de semana diferente" e chegou a assistir ao desfile dos carros alegóricos.

A Festa da Flor não envolve só comerciantes ligados à floricultura, mas também escolas, diversas instituições e população em geral.

"Basicamente, o que pretendíamos era criar um evento turístico diferenciador dos já existentes na ilha e, acima de tudo, fomos retomar uma tradição que trazia muita gente à cidade", disse Filipe Jorge, vereador da área de Desporto e Cultura da Câmara Municipal da Ribeira Grande, em declarações à Lusa.

Segundo o vereador, o evento engloba um programa bastante vasto, com exposições, desfile de carros alegóricos (na tarde de sábado, subordinado ao tema "Ribeira Grande em Flor"), concurso de varandas e montras e de maios, 'workshop' de fotografia, atividades físicas, peças de teatro e a procissão de Santo Cristo dos Terceiros.

"A última Festa da Flor foi há 15 anos, sabemos também que muitos populares aderiam muito à festa e era um evento ímpar na ilha e que quisemos retomar", salientou Filipe Jorge.

O vereador disse ainda que a festa foi feita com "a prata da casa" e "com o mínimo de custos possíveis".

Segundo disse o presidente da autarquia, Alexandre Gaudêncio, aquando da apresentação do evento, o intuito "é tornar a festa num cartaz turístico no concelho, tanto mais numa altura em que o espaço aéreo está liberalizado e é visível o crescente número de visitantes na Ribeira Grande", e dinamizar a economia local.

Para além disso, foi intencional "fazer coincidir a Festa da Flor com o fim de semana que antecede as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, aproveitando o fluxo de emigrantes que estarão presentes na ilha nessa ocasião".


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