Festival pretende promover inclusão social da comunidade LGBTS no arquipélago

Festival pretende promover inclusão social da comunidade LGBTS no arquipélago

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Ago de 2012, 12:45

O primeiro Festival Pride Azores (Semana de Orgulho LGBTS - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), vai decorrer em Ponta Delgada, entre 28 de agosto e 2 de setembro para promover a inclusão social desta comunidade.

"Nos lugares mais pequenos, como nos Açores, existe o medo da diferença, pelo que 99 por cento dos LGBTS não se assumem perante as famílias, no trabalho ou nas escolas, o que causa violência e muitas fobias", afirmou Terry Costa, presidente da Associação LGBT Pride Azores, que organiza o evento.

Terry Costa frisou à Lusa que o festival, que inclui a realização a 1 de setembro de uma marcha na cidade de Ponta Delgada, pretende "dar visibilidade à comunidade nos Açores e promover a sua inclusão", recordando que, "até hoje, nunca existiu nada visível sobre ser LGBTS".

Para Terry Costa, a iniciativa pretende também ser uma forma de "lutar pelos direitos humanos e educar a sociedade", salientando que, apesar da alteração de alguma legislação, "o medo continua a existir", pelo que é necessário "fazer algo específico que dê oportunidade de participação à comunidade LGBTS".

Nesse sentido, considerou que "não interessa que sejam uma dúzia de pessoas" a participar na marcha, frisando que Ponta Delgada não pode ser comparada a Nova Iorque e o mais importante é "ter orgulho e não ter medo" da sua orientação sexual.

Terry Costa revelou que, entre os participantes no festival e na marcha, estará o diretor executivo da New York Heritage Pride, Chris Frederick, que é descendente de micaelenses, além de António Serzedelo, presidente da OPUS GAY.

A Associação LGBT Pride Azores, fundada em 2011, visa o apoio e a integração social da população lésbica, gay, bissexual e transgénero e das suas famílias, através de programas educativos, sociais e culturais.

Terry Costa recordou que "o lema da associação é educar, libertar e celebrar", frisando que, "se a comunidade LGBT não se mostrar como seres humanos, continua a ficar no armário".

A associação pretende que este festival se venha a transformar num evento anual e possa ser alargado a outras ilhas dos Açores.


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