Exército israelita autorizou habitantes de localidade da Faixa de Gaza a regressarem a casa

Exército israelita autorizou habitantes de localidade da Faixa de Gaza a regressarem a casa

 

LUSA/AO Online   Internacional   2 de Ago de 2014, 14:19

O exército israelita anunciou hoje ter autorizado os habitantes de Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, a regressarem às suas casas, enquanto a ONU revelou que já morreram neste conflito cerca de 300 crianças palestinianas.

“Os habitantes do norte da Faixa de Gaza receberam uma mensagem indicando que poderão regressar ao setor de Beit Lahiya”, indicou um comunicado do exército. Os habitantes “foram informados que poderiam regressar com toda a segurança a Beit Lahiya e a Al-Atatra”, localidade vizinha, confirmou à AFP uma porta-voz do exército, propósitos que deixam entender que esta força cessou as suas atividades neste setor. "É aconselhado aos habitantes que tenham atenção aos engenhos explosivos que o Hamas disseminou na zona”, prossegue o texto do exército de Israel. A Organização da ONU para a infância anunciou hoje que pelo menos 296 crianças e adolescentes foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva de Israel contra o movimento palestiniano Hamas, a 08 de julho. A UNICEF destaca que estes números representam as vítimas que foi possível confirmar e admite que podem ser mais elevados, estando ainda por contabilizar as vítimas das últimas 48 horas. O conflito na Faixa de Gaza já fez mais de 1.600 mortos palestinianos e 63 israelitas, desde 08 de julho. Entretanto, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou hoje “as incessantes pressões dos serviços diplomáticos israelitas em Espanha” sobre a imprensa espanhola que cobre o conflito na Faixa de Gaza. A RSF Espanha visou nomeadamente a porta-voz da embaixada de Israel em Espanha, Hamutal Rogel Fuchs, que na sua página no Facebook, qualificou de “ativista” ao serviço do Hamas a correspondente da televisão nacional espanhola (TVE) em Jerusalém e enviada especial a Gaza. “As crónicas dramáticas de Yolanda Álvarez, a começar pelo abuso de adjetivos seguidos de imagens resultantes de um ‘casting’ e de umas seleção de cenas servindo os interesses do Hamas, são nem mais nem menos do que o produto de uma ativista”, afirmou a porta-voz na sua página no Facebook. A delegação espanhola da organização de defesa dos jornalistas denunciou “as incessantes pressões dos serviços diplomáticos israelitas em Espanha sobre jornalistas de ‘media’ espanhóis” e salientou que as acusações contra a correspondente da TVE, “além de serem falsas”, são “particularmente graves, porque a colocam em perigo”.


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