Eurodeputada defende "intervenção urgente" para minimizar quebras na produção vitivinícola no Pico

Eurodeputada defende "intervenção urgente" para minimizar quebras na produção vitivinícola no Pico

 

Lusa/AO online   Regional   31 de Ago de 2012, 15:21

A eurodeputada social-democrata Maria do Céu Patrão Neves defendeu hoje uma "intervenção urgente" do Governo dos Açores para minimizar a quebra estimada de 80 por cento na produção vitivinícola deste ano na ilha do Pico

"São necvessárias medidas extraordinárias de apoio aos produtores, o Governo Regional deve ter uma intervenção urgente face às previsões, já que dispõe de fundos comunitários para intervir", afirmou Maria do Céu Patrão Neves, em declarações à Lusa, no final de uma reunião com responsáveis da Cooperativa Vitivinícola Regional.

Para a eurodeputada social-democrata, que acompanhou esta manhã as vindimas no Pico, este ano “os prejuízos serão avultados”, apesar de reconhecer que se deve “aguardar pelo fim do processo para apurar os números reais do problema”.

“Receio que as vindimas este ano sejam tão más como em 2010, quando a produção foi de 86 toneladas", frisou, recordando que, em média, essa produção "atinge normalmente 450 a 500 toneladas”.

Maria do Céu Patrão Neves recordou que, há dois anos, a situação foi ultrapassada por existir "uma boa reserva das 700 toneladas da produção de 2009", frisando que este ano “não há qualquer reserva”.

Na ilha do Pico, a área dedicada à vinha, classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2004, tem cerca de 1.000 hectares, mas apenas 200 estão cultivados.

"Com os atuais prejuízos, corremos o risco de parte destes 200 hectares ficarem ao abandono. O que temos de fazer é reabilitar os 800 hectares que já estão abandonados, uma vez que isso constitui um prejuízo económico, turístico e social”, defendeu.

Maria do Céu Patrão Neves salientou ainda que, para a agricultura açoriana “poder dar o salto”, necessita “cada vez mais” de uma assistência técnica e científica de proximidade, já que com as constantes alterações climáticas "os conhecimentos ancestrais dos agricultores não chegam".

“É cada vez mais importante apoiar a agricultura ao nível do conhecimento científico e de uma assistência técnica de proximidade para melhorar a qualidade e a quantidade das produções”, afirmou a eurodeputada, que também visitou hoje a Associação de Agricultores da Ilha do Pico.

A produção vitivinícola no Pico divide-se em vários tipos de castas, nomeadamente as não classificadas, como o 'vinho de cheiro', as castas tradicionais brancas, destinadas à produção de vinhos licorosos e vinhos regionais, como o Verdelho, Arinto e Terrantez, e as castas europeias tintas.

O período de vindimas na ilha do Pico arrancou a 24 de agosto para as castas brancas e termina em meados de setembro com as castas tintas.


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