Estudo conclui que desafio do alojamento local nos Açores é a diferenciação

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O presidente do Observatório do Turismo dos Açores (OTA) disse hoje que uma análise ao alojamento local nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial conclui que o grande desafio do setor é a diferenciação.
 

“De acordo com os resultados de uma análise feita pelo OTA ao alojamento local daquelas três ilhas dos Açores, que divulga os seus estabelecimentos na internet (apenas cerca de 42%), através de várias plataformas de distribuição (Booking, Airbnb e Homeaway) e em sites próprios, concluímos que o grande desafio nos Açores é, sem dúvida, a diferenciação”, declarou Carlos Santos.

O responsável pelo OTA, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, na apresentação das conclusões de um encontro sobre alojamento local no país, referiu que a diferenciação “assente na oferta de experiência únicas e memoráveis acompanhadas de serviços de qualidade” é “muito valorizada por quem vive isolado em grandes cidades, com vidas stressantes”.

Carlos Santos apontou que esta diferenciação do alojamento local deve assentar também no “acolhimento personalizado e na partilha de alojamento, de experiências, de cultura e de saber” e na socialização.

O presidente do OTA referiu a necessidade de regulamentação e fiscalização, mas “uma regulamentação que garanta os requisitos mínimos de qualidade e que traga para o sistema os estabelecimentos de alojamento local que operam na ilegalidade”.

Os conferencistas apontaram também a “necessidade de se encarar o alojamento local como um negócio”, dotado de um plano “bem estruturado” e com uma gestão, que “exige muita disponibilidade, sobretudo para se dispensar um acolhimento personalizado e de qualidade, que é aquilo que os clientes deste tipo de alojamento mais valorizam”.

Carlos Santos declarou que a diferenciação é um “vetor fundamental para garantir a competitividade” do alojamento local e alertou para o “perigo dos sues critérios serem muitas vezes subjetivos, como aliás é subjetiva a definição dos requisitos necessários”.

O responsável frisou que os critérios da diferenciação “diferem de município para município e de região para região”.

Carlos Santos considerou que o alojamento local é uma “realidade dinâmica e contextualizada” no local onde se desenvolve, tendo exemplificado que este tem características “muito diferenciadas” no caso dos Açores e cidades como Lisboa, com a tipologia dominante a serem os apartamentos, enquanto no arquipélago a maioria são as moradias, na periferia dos aglomerados populacionais.