Empresários querem garantia de "low cost" nos Açores em setembro de 2015

 Empresários querem garantia de "low cost" nos Açores em setembro de 2015

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Out de 2014, 17:41

O presidente da câmara de comércio de Ponta Delgada considerou hoje não ser "admissível" a não liberalização do espaço aéreo dos Açores a tempo de as "low cost" viajarem para as ilhas a partir de março de 2015.

“Não há nada que impeça que esteja tudo pronto a tempo das companhias ‘low cost’ terem tudo planeado para operarem em março”, declarou Mário Fortuna, em conferência de imprensa em Ponta Delgada, onde apresentou um inquérito sobre resultados económicos de 2013 e perspetivas para 2014.

Para os empresários, “ainda existem algumas pontas soltas” em relação a esta matéria do novo modelo aéreo dos Açores e só ficarão "tranquilos" quando o dossiê seguir para Bruxelas, "para notificação”.

“É preciso que o dossiê chegue mesmo a Bruxelas e que esta etapa seja ultrapassada sem ruído”, declarou Mário Fortuna, que defendeu mesmo um pacto de regime, se necessário.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) apelou a uma “conjugação de esforços” de todas as partes envolvidas para este processo ficar “rapidamente” concluído.

“Este resultado é fundamental para a economia dos Açores, para os açorianos, não para os que querem viajar mas para os que os precisam de emprego. O que estamos aqui a discutir é o que vai acontecer, se nós conseguirmos desbloquear o nó górdio que paira sobre o turismo, que é o nó górdio dos transportes”, defendeu.

Mário Fortuna reiterou que apesar de não haver estudos sobre o impacto da vinda das ‘low cost” para a região, a sua expetativa é que o turismo cresça acima dos 10% a partir da abertura do espaço aéreo.

Considerando que o turismo nos Açores está em crise há cinco anos, sublinhou que a região está “claramente isolada” e em “contraciclo” com o que se passa no país no setor.

Mário Fortuna aponta o turismo como a “grande esperança” da economia dos Açores, destacando que as perspetivas otimistas que havia para o setor não se concretizaram e há capacidade instalada “subutilizada”.

Assim, defendeu a “revitalização” do setor, o único com margem para crescer nos Açores.

Os governos dos Açores e da República acordaram um novo modelo de ligações aéreas para os Açores que prevê a liberalização total das rotas entre o continente e duas ilhas (Terceira e São Miguel).

A expetativa do executivo açoriano é que o novo modelo esteja em vigor no início da época alta de 2015 (a partir de março), depois de receber luz verde da Comissão Europeia e de o Governo da República aprovar os diplomas necessários em Conselho de Ministros.

O inquérito da CCIPD sobre os resultados económicos de 2013 e perspetivas de 2014 dos seus associados, que envolveu 240 empresários, revela que 36% dos inquiridos considera que a situação da economia regional no ano passado, em comparação com 2012, foi pior, enquanto 18% refere que foi igual.

No que concerne às previsões para 2014, 60% considerou que a situação será igual, 20% pior e igual percentagem melhor.

O mesmo documento, divulgado pela CCIPD, revela que 30% dos empresários recorreu ao crédito bancário e que houve um agravamento dos custos de financiamento.

No que concerne ao investimento, registou uma quebra de 48% em 2013, enquanto o volume de negócios caiu 45%.

O inquérito aborda também a questão do emprego, havendo a convicção do tecido empresarial de que os postos de trabalho de 2012 para 2013 se mantiveram.


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