Empresários lamentam que turismo cresça em "apenas quatro ilhas" dos Açores

Empresários lamentam que turismo cresça em "apenas quatro ilhas" dos Açores

 

LUSA/AO online   Regional   23 de Mai de 2016, 16:47

A Câmara do Comércio e Indústria da Horta lamentou hoje que as estatísticas do Turismo nos Açores cresçam apenas em algumas das ilhas do arquipélago e defendeu melhores acessibilidades

Em conferência de imprensa, na Horta, ilha do Faial, o presidente desta entidade, Carlos Morais, afirmou que os dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que o crescimento do Turismo "se verifica em apenas quatro ilhas": São Miguel, Terceira, Santa Maria e Graciosa.

"A verdade é bem pior nas restantes cinco ilhas da região, que veem as suas dormidas com taxas de crescimento negativas, designadamente as Flores, a cair 33,8%; o Corvo, a cair 11,4%; o Faial, a cair 9,4%; o Pico, que cai 8,9% e São Jorge 5,6%", referiu o empresário.

No seu entender, estes números, além de preocupantes, mostram uma realidade que a restante região procura "branquear" e "esquecer" e demonstra que a tão desejada liberalização dos transportes aéreos "não chegou a todas as ilhas".

"As cinco ilhas mais a ocidente merecem melhores acessibilidades, não só por forma a quebrar o seu maior isolamento, como a beneficiarem também desta nova realidade de serviço público, com preços mais baixos, ligações mais frequentes, diversificação de rotas e taxas de crescimento mais atrativas", defendeu Carlos Morais.

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta reivindica, por isso, o reforço das ligações diretas entre Lisboa e os aeroportos da Horta e do Pico e a criação, no verão, de uma nova rota entre Horta e Porto.

O responsável pede ainda o lançamento de uma operação ‘charter’ para a Horta, eventualmente a partir de França, aproveitando a ligação desportiva e afetiva que já existe entre estes dois destinos por via das regatas internacionais de vela de cruzeiro.

Para Carlos Morais, "os empresários destas cinco ilhas não podem continuar a gerir a sua atividade sem lucro, já que os dividendos do verão são para tapar os buracos do inverno".

Por isso, reclama do Governo Regional "a mesma atenção" a todas as ilhas, para que possam crescer "ao mesmo ritmo".

"Também temos camas, carros e mesas para ocupar e que continuam à espera de um futuro com melhores dias", insistiu Carlos Morais, que assegurou já ter apresentado estas propostas junto do Governo Regional, da administração da transportadora aérea açoriana SATA e de alguns operadores turísticos nacionais.


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