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El Mundo prepara despedimento coletivo de um terço dos seus 600 colaboradores

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A direção do diário espanhol El Mundo comunicou na passada sexta-feira à comissão de empresa do jornal que está a preparar um programa de despedimento coletivo que passará pela saída de um terço dos seus cerca de 600 colaboradores.
 

O programa de despedimento coletivo ('expediente de regulación de empleo', ERE) será apresentado formalmente aos trabalhadores no próximo dia 7 de maio, e deverá ter como objetivo a saída dos quadros do El Mundo de entre 195 e 220 colaboradores, de acordo com a comissão de empresa nas redes sociais e vários títulos “online” espanhóis.

A direção da publicação justificou a decisão como uma forma de restruturar as bases do diário, e como única resposta possível à forte queda de receitas. De acordo com o 'site' PR Prensa, os departamentos mais afetados serão as delegações do El Mundo, onde se prevê que o programa de despedimento coletivo corte mais de 60 por cento dos recursos humanos atuais.

A redação do El Mundo em Madrid, ainda de acordo com o PR Prensa, deverá ver sair 70 jornalistas, e as indemnizações oferecidas deverão ascender a 30 dias por ano de trabalho, ainda que todos os números só sejam colocados em cima da mesa depois do dia 7 e deverão depois ser alvo de negociações entre a empresa e os sindicatos.

Na semana passada, os redatores-chefes do título começaram por ser informados de que a empresa preparava o despedimento de um número máximo de 150 colaboradores, mas o teto acabaria por subir para os 195 a 220 saídas no final da semana. O El Mundo emprega cerca de 500 jornalistas num total de cerca de 600 colaboradores.

A assembleia de trabalhadores do El Mundo aprovou já a convocação de uma greve da redação em Madrid para 11 de maio e greves parciais de duas horas para os dias 7, 8, 9, e 10 de maio.