EDA prevê concluir rede de parque eólicos em 2017

EDA prevê concluir rede de parque eólicos em 2017

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Jan de 2016, 10:43

A EDA prevê concluir em 2017 a cobertura da rede de parques eólicos nos Açores, com a instalação de aerogeradores na ilha do Corvo, um processo iniciado em 1988 em Santa Maria, adiantou um administrador.

 

"Estamos a falar de uma história de quase 30 anos. São passos que se vão dando, às vezes mais ambiciosos, mas digamos que tem sido um caminho passo a passo", afirmou à Lusa David Estrela, administrador da EDA Renováveis, uma das empresas do grupo EDA, sem revelar qual o valor do investimento previsto para concretizar o parque eólico da mais pequena ilha dos Açores.

David Estrela referiu, no entanto, que "ainda está em estudo quantos aerogeradores serão instalados" no Corvo, sendo que este projeto de investimento aguarda o início da obra de ampliação do único porto da ilha.

Atualmente, oito das nove ilhas do arquipélago já dispõem de parques eólicos, com 46 aerogeradores instalados, responsáveis por oito a 9% do total da produção de energia nos Açores.

Segundo disse David Estrela, a energia eólica no arquipélago produz, por exemplo, cerca de três vezes mais do que a energia hídrica, que só tem centrais instaladas nas ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Flores.

"O recurso eólico nos Açores sempre foi considerado com potencial e foi começado a estudar relativamente cedo", disse, relevando que o primeiro projeto foi instalado em Santa Maria por ser uma ilha com bons acessos e ter havido a possibilidade de recurso a financiamento alemão.

No arranque do parque eólico de Santa Maria foram instalados oito aerogeradores alemães, de 30 quilowatts cada, que foram depois substituídos em 2002 por outros mais modernos e de maior potência.

"A população de Santa Maria sempre foi tecnologicamente aberta a avanços. Foi uma maneira, na altura, de se conseguir poupar algum combustível", referiu o administrador, acrescentando que esta poupança para a empresa não significou uma diminuição da conta da eletricidade para os consumidores.

Para David Estrela, pensar que as ilhas poderão ser energeticamente autossuficientes não é um mito, mas "é economicamente inviável", devido aos custos associados, nomeadamente, com o armazenamento da energia para meses de menor produção.

O plano de investimento da EDA Renováveis prevê, ainda, para 2016, a construção de uma nova central hídrica na ilha das Flores, na zona da Ribeira Grande.

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