Dez municípios dos Açores já aprovaram IMI familiar

Dez dos 19 municípios dos Açores já têm aprovado o chamado IMI familiar, que estabelece descontos para agregados com dependentes sobre prédios destinados a habitação própria e permanente.


A lei permite uma redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) consoante o número de dependentes do agregado familiar: até 10% para famílias com um dependente, até 15% com dois dependentes e até 20% com três dependentes.

O IMI familiar consta do Orçamento do Estado para 2015, mas só será aplicado no próximo ano. As assembleias municipais que aprovarem a medida têm que comunicar as reduções à Autoridade Tributária e Aduaneira até 30 de novembro.

Segundo dados avançados à Lusa pela Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA), nas autarquias da Ribeira Grande, Povoação, Lagoa (São Miguel) e Praia da Vitória (Terceira) a redução prevista na lei de IMI familiar com dependentes já foi aprovada, assim como nos três municípios do Pico (Lajes, São Roque e Madalena) e ainda na Calheta de São Jorge.

Santa Cruz da Graciosa foi o mais recente município a decidir aplicar a medida, com a aprovação "das propostas dos vereadores do PSD para redução do IMI às famílias e para a isenção daquele imposto às instituições sem fins lucrativos", segundo um comunicado da autarquia.

Na Horta, ilha do Faial, a redução só abrange o terceiro escalão (famílias com três ou mais dependentes).

Na mais pequena ilha dos Açores, o Corvo, a medida não está para já nos planos da autarquia, já que teria "um impacto mínimo", até porque algumas das poucas famílias que poderiam ser abrangidas "não têm habitação própria e vivem em casas alugadas ou de familiares".

“Ainda não decidimos se vamos aplicar. De qualquer forma, já optámos por utilizar a taxa mínima”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Vila do Corvo, José Manuel Silva, em declarações à Lusa, indicando que os casos que poderiam usufruir seriam "muito poucos e não chegariam a cinco", numa ilha com perto de 430 habitantes.

Já as situações dos municípios do Nordeste e Vila Franca do Campo, em São Miguel, não permitem aplicar o IMIfamiliar, porque as autarquias estão em "reequilíbrio financeiro", segundo os dados da AMRAA.

A Câmara Municipal de Nordeste já se encontrava em 2010 em situação de desequilíbrio financeiro estrutural, fundamentalmente em resultado da quebra de receitas próprias e de transferências da administração central bem como da "má gestão" dos recursos financeiros.

Perante a situação, a então liderança do PSD “optou pelo Plano de Reequilíbrio Financeiro, com recurso a um empréstimo pelo prazo de 20 anos, decisão que implicou a aplicação da taxa máxima de IMI sem qualquer isenção para as famílias mais numerosas e/ou mais carenciadas”, sustenta um comunicado do atual presidente do município, Carlos Mendonça (PS).

Em Vila do Porto (Santa Maria), Ponta Delgada (São Miguel), e Velas (São Jorge) a aplicação do IMI familiar "ainda não está aprovada", mas, de acordo com a AMRAA, "existe proposta" neste sentido.

Em Angra do Heroísmo, na Terceira, "existe intenção política, mas não está ainda definida nenhuma proposta".

Os autarcas de Santa Cruz e Lajes das Flores adiantaram à Lusa que ainda não foi deliberado nada sobre a aplicação da medida.

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Informação transmitida pela GNR impede tripulação de veleiros de desembarcar no porto das Lajes das Flores, mesmo sendo proveniente do espaço Schengen. Economia local pode sofrer impacto, visto que anualmente chegam, em média, cerca de 300 veleiros à ilha. Tema já foi levantado pela Iniciativa Liberal/Açores, que pediu esclarecimentos ao Governo Regional