CTT queixam-se do novo modelo de transporte aéreo dos Açores

CTT queixam-se do novo modelo de transporte aéreo dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Dez de 2015, 14:43

O diretor nacional de operações dos CTT queixou-se hoje do novo modelo de transporte aéreo nos Açores que, alegadamente, está a penalizar a carga aérea, face à diminuição da capacidade das transportadoras tradicionais.

Em declarações à agência Lusa, Hernâni Santos disse que existe atualmente uma “acrescida dificuldade” para os CTT – Correios de Portugal escoarem a sua carga: "a alteração dos equipamentos [aviões envolvidos nas rotas com os Açores] que estão a ser utilizados no transporte veio diminuir a capacidade de carga".

Os Açores têm desde 29 de março um novo modelo de transporte aéreo nas ligações com o continente, que assenta na liberalização das rotas de Ponta Delgada e da Terceira e que permitiu que as companhias “low cost” Ryanair e Easyjet passassem a operar na região, competindo com a SATA e TAP.

A utilização de diferentes aviões da frota Airbus, com capacidade de carga diferentes, em função do número de passageiros, estará a condicionar o escoamento de carga, estando neste momento a ser utilizados os A320 (que transportam menos carga) e os A310 (com maior capacidade) por parte da SATA.

No caso específico da TAP, são utilizados os equipamentos Airbus 319, 320 e 321, sendo que as "low cost" não movimentam carga.

A diminuição da capacidade de carga colocou, de acordo com o diretor nacional de operações dos CTT, “novos desafios”, que têm sido ultrapassados através de alternativas como a via marítima, que declarou “estar sempre disponível” para transporte de produtos sem prioridade.

“Hoje estamos com a necessidade de encontrar soluções alternativas maior do que tínhamos no passado”, frisou Hernâni Santos, recordando que antes da entrada em vigor do novo modelo de transporte aéreo foram feitos contactos com as autoridades regionais para acompanhar o processo.

Os CTT, acrescentou, têm tido a “preocupação de colocar o correio dentro dos prazos definidos e cumprindo os acordos que estão estabelecidos, no sentido de os prazos de entrega serem assegurados pela distribuição”.

Neste momento, face ao acréscimo no volume de carga registado a partir de finais do mês de novembro, devido à quadra natalícia, os CTT puseram em prática um plano de reforço da capacidade de transporte e colocação do correio e encomendas.

Este plano contempla o transporte de carga e correio através do aeroporto Sá Carneiro, no Porto, quando, por norma, se concentrava toda a expedição em Lisboa.

“Desde há cinco semanas, estamos a promover ligações para a Terceira (um voo semanal) e São Miguel (quatro voos semanais) para escoar não só o tráfego com origem no norte do país, mas também para quando a capacidade dos voos for suficiente para fazer algum reencaminhamento de correio e encomendas que estejam em Lisboa”, declarou.

Hernâni Santos afirmou que acrescem os voos que se têm realizado com a Força Aérea Portuguesa todos os anos, na época natalícia. Neste Natal haverá três ligações com os Açores, com uma “capacidade significativa”.

O diretor da TAP Carga, em declarações à Lusa, considerou que, com o novo modelo de transporte aéreo para os Açores, “a estratégia alterou-se” face ao volume de passageiros que, entretanto, se gerou e a carga “teve que adaptar-se”.

José Anjos adiantou que a operadora aérea nacional não poderia disponibilizar o mesmo número de aviões, face aos novos operadores aéreos que surgiram no mercado com os Açores.

Salvaguardando o “bom relacionamento” existente com os CTT, o diretor da TAP Carga - que salvaguarda que estão a ser utilizados nas ligações com os Açores os Airbus 319, 320 e 321 - está convicto de que as dificuldades da empresa escoar carga e correio se coloca “pontualmente”.

Contactado o grupo SATA, o gabinete de imprensa referiu que a transportadora aérea não se pronuncia sobre este assunto.


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