Concurso promove novos valores da literatura nos Açores

Concurso promove novos valores da literatura nos Açores

 

LUSA/AOnline   Regional   29 de Mai de 2016, 11:20

O concurso "Letras em Movimento", cujos resultados da segunda edição são conhecidos na terça-feira, visa promover novos valores da literatura produzida nos Açores.

“O nosso principal objetivo com este concurso literário é conseguir descobrir novos talentos que estão muitas vezes ‘arrumados’ por falta de confiança ou porque não têm oportunidade de se mostrarem”, declarou à Lusa Patrícia Carreiro, do projeto Escreviver, que promove a iniciativa em parceria com a associação Ilhas em Movimento.

A associação, criada em 2008, visa contribuir para a discussão de assuntos de natureza económica, política e social, enquanto o Escreviver é um projeto de escrita criativa que desenvolve ‘workshops’, cursos e ateliês para todas as idades.

Patrícia Carreiro referiu que outra das metas do concurso é “perceber até onde” há, de facto, “literatura de qualidade nos Açores”, acrescentando, por outro lado, que se pretende “levar a escrita açoriana mais longe, fomentar e consolidar hábitos de escrita e de leitura e promover a criatividade e a imaginação”.

A responsável disse que na primeira edição do concurso, em 2010, surgiram trabalhos literários “muito interessantes” em termos de qualidade e houve um maior número de concorrentes (que não especificou) do que nesta segunda edição.

A escritora explicou que o concurso se destina a todos os interessados com residência nos Açores, assim como aos naturais da região que se encontram no exterior, podendo concorrer pessoas desde os 16 anos.

O prémio contempla candidaturas em formato de poesia e prosa e o júri é constituído por Madalena San-Bento, professora e escritora, Joel Neto, jornalista e escritor, e Luís Almeida, gerente da Bertrand em Ponta Delgada.

Os critérios de apreciação são criatividade, inovação, qualidade literária, organização, coerência e coesão do texto. A obra deve ter como cenário o arquipélago dos Açores e o vencedor vai ter a oportunidade de ver a sua obra publicada numa editora açoriana, referiu Patrícia Carreiro.

Na primeira edição do concurso a obra vencedora foi “Bom Tempo no Canal”, de Almeida Maia, que aborda questões relacionadas com as energias renováveis e com a liberalização dos mercados energéticos, em forma de ficção.

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