Comunidade portuguesa em Manitoba no Canadá está bem integrada

Comunidade portuguesa em Manitoba no Canadá está bem integrada

 

LUSA/AO Online   Internacional   25 de Set de 2016, 15:02

O cônsul honorário de Portugal em Winnipeg, no Canadá, considera que a comunidade portuguesa está "bem integrada nos vários ramos profissionais" na província do Manitoba, elogiando a adaptação dos emigrantes.

"A comunidade está integrada, é muito respeitada pelas autoridades canadianas, e é trabalhadora. Os portugueses estão envolvidos em todos os ramos profissionais", disse, em entrevista à agência Lusa, Paulo Cabral, 55 anos. Natural de Vila Franca do Campo (Açores), Paulo Cabral explicou que os portugueses trabalham em setores que "vão desde a construção civil, são médicos, advogados, diretores escolares ou professores". Os portugueses foram-se localizando principalmente na capital da província das Pradarias, Winnipeg, encontrando-se também comunidades em Thompson e Brandon, respetivamente a norte e no oeste do Manitoba. "Cerca de 60 % por portugueses no Manitoba são oriundos dos Açores, existem vinte a trinta famílias provenientes da Madeira, os restantes são do continente, da zona centro do país, de Ourém, Fátima e de Torres Novas, do Minho, e de outras áreas. Há ainda alguns das ex-colónias portuguesas", caracterizou Paulo Cabral, que se encontra no Canadá desde 1979. Um dos fatores da boa integração apontados pelo diplomata deveu-se às associações, à igreja e aos diferentes estabelecimentos comerciais criados por portugueses e onde se pode encontrar "um pouco de Portugal". "A Associação Portuguesa de Manitoba (fundada em 1966), a Casa do Minho (1973), a Banda Filarmónica Lira de Fátima (1973) e a Casa dos Açores (1992) são as principais associações. Depois há também a Igreja Imaculada Conceição com a capacidade para mil fiéis. Depois há também outras associações importantes como a Liga da Mulher e a Associação de Veteranos que está ligada ao núcleo de veteranos", descreveu o cônsul honorário. Depois, há também as "padarias os supermercados e os cafés com o tradicional bilhar que os portugueses gostam de jogar nos momentos de lazer". "Os portugueses ao chegarem a esta cidade podem encontrar um pouco de Portugal. Recebem o apoio das associações portuguesas que os ajudam na integração e a manterem a cultura e a língua portuguesa viva, principalmente nos mais jovens que chegam com os pais", acrescentou. Em Winnipeg também há uma Escola de Português suportada pela Associação Portuguesa de Manitoba com professores qualificados sob orientação do Instituto Camões, a Universidade de Winnipeg também disponibiliza um curso de Estudos Portugueses e também há escolas onde se pode encontrar o português além do inglês e francês, as línguas oficiais do Canadá. Quanto a dificuldades que a comunidade tem encontrado Paulo Cabral os portugueses em Manitoba "não têm sentido muitas dificuldades". "Não é uma comunidade como a que existem na grande área urbana de Toronto e de Montreal. A criminalidade aqui é pouca, na deportação de cidadãos portugueses em média verificada uma em cada dois anos. A comunidade sabe-se comportar, com alguma dificuldade inicial, mas depois com o tempo tudo vai-se integrando", revelou. "Consegue-se superar o frio e temos todas as condições nos nossos locais de trabalho e as residências têm o conforto necessário para superar os invernos", frisou, admitindo que o custo de vida no Manitoba é menor comparativamente com grandes centros urbanos como Toronto, Vancouver ou Montreal. O consulado de Portugal em Winnipeg está localizado no 167 da Lombard Avenue da cidade, no apartamento número 908, e recebe por mês cerca de 400 utentes. Oficialmente há 429 mil portugueses e lusodescendentes no Canadá (censo 2011), calcula-se que no Manitoba existam cerca de 30 mil.

 


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