CGTP/Açores preocupada com desemprego e precariedade na região

CGTP/Açores preocupada com desemprego e precariedade na região

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   15 de Dez de 2016, 13:55

O líder da CGTP/Açores disse que a taxa de desemprego na região mais do duplicaria se fossem contabilizadas "as pessoas em programas de emprego, subempregadas e inativas".

 

"Somando os 11 mil desempregados atuais, a par dos 11 mil dos programas ocupacionais, mais igual número de subempregados e inativos, teremos 33 mil pessoas nesta situação", declarou Vítor Silva, em conferência de imprensa em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O sindicalista afirmou que há que contemplar ainda, na análise do desemprego na região, a emigração, com números "muito significativos" (não especificados) que contribuem para reduzir a taxa "pelo menos em um ou dois pontos percentuais".

O dirigente disse que, face às necessidades efetivas de serviço na administração regional, "poder-se-ia, no mínimo dos mínimos, quase que empregar metade" das pessoas que se encontram nos programas ocupacionais.

Vítor Silva anunciou que a estrutura sindical pretende avançar com uma proposta de um programa de combate à precariedade "com objetivos, calendário muito definido, controlo de execução e metas claras".

O sindicalista referiu que, além do grupo de trabalho que possa ser criado a propósito deste programa, a Comissão Permanente de Concertação Social, constituída pelo Governo dos Açores, por sindicatos e pelas entidades patronais, deve acompanhar o processo.

"O que temos visto nos últimos anos é que têm sido lançadas uma série de medidas e programas sempre que surge um problema qualquer, mas depois não há o acompanhamento nem se conhece a execução prática das mesmas para os açorianos", disse.

Por isso, sublinhou, é importante "integrar o maior número de trabalhadores" no mercado de trabalho.

O presidente do executivo regional anunciou a 16 de novembro, no debate sobre a proposta de Programa do Governo dos Açores para atual legislatura, que se pretende integrar nos quadros da administração pública regional os trabalhadores das carreiras do regime geral contratados a prazo ou em nomeação transitória.

"Quero anunciar que vamos integrar definitivamente nos quadros da administração pública regional todos os trabalhadores das carreiras do regime geral que estão contratados a prazo ou em nomeação transitória há mais de dois anos ininterruptamente e cujo serviço corresponde à satisfação de necessidades permanentes dos serviços ou organismos da administração regional", afirmou Vasco Cordeiro (PS).


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