CDS-PP/Açores quer que solução adotada no BES seja extensiva aos lesados do BANIF

CDS-PP/Açores quer que solução adotada no BES seja extensiva aos lesados do BANIF

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   14 de Fev de 2017, 16:31

O CDS-PP/Açores defendeu que a solução desenhada para os lesados do BES seja também adotada para os lesados do Banif.

"Com a crise que se instalou, mais de um milhar de açorianos com contas e depósitos no Banif saíram gravemente lesados", afirmou o líder regional do CDS-PP, Artur Lima, que entregou na Assembleia Legislativa dos Açores um projeto de resolução.

No documento, os centristas recomendam ao Governo Regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, que "promova todas as diligências necessárias junto do primeiro-ministro e do ministro das Finanças no sentido de ser adotada" para os açorianos lesados do Banif a mesma solução do BES.

Artur Lima, líder parlamentar do CDS-PP na Assembleia Regional, criticou o Governo Regional que acusa de ser "demasiado passivo" nesta matéria, ao contrário, por exemplo, "do Governo da Madeira que, já em setembro de 2016, enviou ao primeiro-ministro uma proposta para resolução dos problemas dos lesados do Banif".

Confrontado com as críticas do CDS, o presidente do Governo dos Açores saudou o facto de o CDS "ter chegado a este assunto" passado "mais de um ano da resolução do Banif", destacando que, nesta matéria, os centristas também têm responsabilidades.

"Se o Governo do qual o CDS fez parte tivesse tratado deste assunto com maior cuidado, maior celeridade e mais responsabilidade, nós não teríamos neste momento os problemas que temos para resolver, nomeadamente em termos de lesados do Banif nos Açores", salientou Vasco Cordeiro.

O chefe do executivo açoriano garantiu, por outro lado, estar a trabalhar com o Governo da República de "forma célere" na procura de uma "solução para os lesados do Banif", escusando-se a comentar o projeto de resolução do CDS-PP/Açores.

Os centristas açorianos entendem que a resolução do problema passa pela criação de um fundo, que faça um empréstimo a dez anos aos lesados, permitindo que estes sejam "ressarcidos até 75% dos investimentos" que efetuaram em obrigações do Banif. Os restantes 25% seriam cobertos através de um "crédito fiscal concedido pelo Estado".

"A solução que se preconiza para os lesados do Banif é semelhante à que o Governo da República apresentou aos lesados do BES", adianta o líder regional do CDS-PP.

Em 20 de dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif -- Banco Internacional do Funchal, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.

Em fevereiro do ano passado, o presidente da Comissão Executiva do Santander Totta disse, nos Açores, após uma audiência com Vasco Cordeiro, que estava a ser estudada a situação dos clientes do ex-Banif subscritores de obrigações subordinadas, que totalizam 3.500 em todo o país com valores de 263 milhões de euros.

Segundo a Associação dos Lesados do Banif, serão cerca de mil os lesados do antigo banco nos Açores em obrigações subordinadas, com valores de cem milhões de euros.


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