Campanha SOS Cagarro salva 6.100 aves nos Açores

Campanha SOS Cagarro salva 6.100 aves nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Nov de 2016, 12:31

A campanha SOS Cagarro deste ano, que decorreu de 15 de outubro a 15 de novembro, permitiu salvar cerca de 6.100 aves nos Açores, valor só ultrapassado em 2013, disse hoje o diretor regional dos Assuntos do Mar.

 

“De acordo com os dados conhecidos, até ao dia de hoje a campanha conta com mais de 6.100 cagarros que foram salvos, tendo-se registado 196 cagarros mortos e 56 feridos”, declarou Filipe Porteiro à agência Lusa.

A campanha SOS Cagarro, uma iniciativa do Governo dos Açores que se realiza desde 1995, visa a conservação destas aves marinhas, assim como a promoção da participação pública em eventos de sensibilização e educação ambiental.

Segundo Filipe Porteiro, foram anilhadas 1.321 aves e estiveram envolvidas nesta edição 561 brigadas, que englobaram 148 parceiros e cerca de 3.100 pessoas.

O responsável disse que, pela primeira vez, foram organizadas brigadas científicas, em sete das nove ilhas dos Açores, que visaram a recolha de informação sobre esta ave, em colaboração com a Universidade dos Açores, os parques naturais de ilha, organizações não governamentais e outras entidades.

“Com as brigadas científicas esperamos ter dados mais objetivos para compreender melhor a espécie e as interações com as atividades humanas, como a iluminação pública”, frisou.

Tentou-se dar à campanha de 2016 uma “dimensão de ecoturismo”, uma vez que “várias entidades, como as casas rurais, podem oferecer este produto aos seus turistas”.

Filipe Porteiro afirmou que esta campanha, que tem mais de 20 anos, “é a maior regional em termos de educação ambiental e de conservação da natureza”, contemplando palestras e exposições onde os técnicos dos parques naturais dos Açores se deslocam às escolas e ecotecas, enquanto as crianças desenvolvem trabalhos sobre o cagarro.

O responsável explicou que os cagarros, que são resgatados de atropelamentos e ataques de gatos e cães, ou outros perigos, são anilhados e libertados, garantindo-se, assim, que possam fazer a sua primeira migração para o hemisfério sul.


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