Caixa negra do avião russo que caiu no Mar Negro mostra que não houve explosão


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   29 de Dez de 2016, 17:03

Uma das caixas negras do avião russo que caiu no Mar Negro, matando as 92 pessoas a bordo, revelam que não houve qualquer explosão a bordo, mas os investigadores não descartam a hipótese de interferência externa, disseram hoje as autoridades.

 

"Depois de decifrar a primeira gravação, concluímos que não houve qualquer explosão a bordo", disse o general da força aérea russa Sergei Bainetov, que lidera a investigação do Ministério da Defesa sobre o acidente.

A gravação contém, no entanto, palavras do piloto a indicar que houve uma "situação especial" que começou a desenrolar-se a bordo do avião, mas não são dadas mais informações sobre o que poderá ter acontecido.

Questionado sobre se as autoridades descartam a hipótese de atentado terrorista, Sergei Bainetov disse que "ainda não foi descartada essa versão", acrescentando que "um ataque terrorista nem sempre envolve uma explosão".

O ministro russo dos Transportes disse hoje que os equipamentos do avião estavam a funcionar "anormalmente", mas sublinhou ser ainda cedo para avançar com causas definitivas para o acidente.

"É óbvio que o equipamento estava a funcionar anormalmente. Cabe aos especialistas analisar o que aconteceu”, disse o ministro Maxim Sokolov aos jornalistas, acrescentando que as conclusões preliminares provavelmente serão apenas conhecidas em janeiro.

O avião Tupolev Tu-154 despenhou-se no mar no domingo, dois minutos depois de descolar, com boas condições climatéricas, da cidade costeira russa de Sochi.

Transportava os 64 membros do coro Alexandrov Ensemble, mundialmente conhecido como o Coro do Exército Vermelho, para um concerto de ano novo numa base militar russa na Síria.

O Ministério russo da Defesa anunciou já hoje que foram recolhidos 19 corpos e mais 230 partes de corpos, bem como 13 grandes partes do avião e mais de dois mil fragmentos mais pequenos, durante as operações de recolha de destroços, que se encontram a 27 metros de profundidade.

A operação de buscas envolveu até agora 3.600 pessoas, incluindo 200 mergulhadores da marinha russa, provenientes de todo o país, que têm sido auxiliadas por drones e submersíveis.


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