Força Aérea está a fazer "esforço grande" para reforçar tripulações nos Açores

Força Aérea está a fazer "esforço grande" para reforçar tripulações nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Dez de 2014, 12:56

O comandante do Comando Operacional dos Açores (COA) disse hoje que a Força Aérea Portuguesa está a desenvolver um esforço grande para ter as tripulações necessárias a operar com os todos meios que tem no arquipélago.

“A Força Aérea está a fazer um esforço grande, como as Forças Armadas, para conseguir qualificar o número de tripulações que nos garantam um maior conjunto de meios humanos, que permitam operar todos os meios que temos cá [Açores] e dar o descanso necessário ao cumprimento entre missões”, declarou o tenente-general José Romão Mourato Caldeira, em Ponta Delgada, depois de ter apresentado cumprimentos ao presidente do Governo Regional na sequência da sua tomada de posse, em outubro, como comandante do COA.

Para além da função militar, a Força Aérea assegura nos Açores as chamadas evacuações médicas (transporte urgente de doentes a partir das seis ilhas onde não existe hospital), bem como operações de busca e salvamento.

O parlamento dos Açores aprovou em julho, por unanimidade, um protesto pela falta de meios humanos da Força Aérea no arquipélago para assegurar as evacuações médicas, depois de a 21 de junho um homem ferido numa tourada na ilha de São Jorge ter morrido sem ser transferido para um hospital por falta de tripulação para pilotar um dos helicópetros usados para esse fim.

O comandante do COA manifestou também a sua preocupação em relação à necessidade de as Forças Armadas estarem dotadas, em matéria de proteção civil, com os instrumentos necessários para colaborar, sempre que necessário, com o executivo açoriano e autarquias.

“Os meios que existem nunca são suficientes, seja em que tipo de operação militar for, seja no âmbito da proteção civil. Desejaríamos sempre ter mais do que aquilo que temos, mas também contamos com o reforço daquilo que é necessário a nível do Governo central, das próprias Forças Armadas e de outros meios que estas disponibilizarão, caso sejam necessários”, declarou.

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, que voltou a elogiar o papel desempenhado pelas Forças Armadas na região, recordou que “têm sido sucessivas as vezes e as oportunidades” em que procura alertar para a necessidade de haver reforço de meios, em especial no que concerne ao mar, face à previsível extensão da plataforma continental.

“A área que passa a estar sobre influência do Estado português necessita de ser ocupada com recursos próprios ou através de parcerias e alianças que se formem a nível internacional para que esta seja uma zona com regras e lei”, declarou.

Vasco Cordeiro frisou que os meios afetos aos Açores não lhe parecem “suficientes para, com eficácia, acautelar a presença do Estado português” na extensão da plataforma continental.

Em relação aos meios da Força Aérea, sublinhou o esforço que está a ser feito a nível do reforço das tripulações, de forma especial na Base das Lajes, visando operar os meios existentes, que assumem “particular relevância” em termos de evacuações médicas e operações de busca e salvamento.


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