Bruno Belo considera prioritário inverter desertificação das Flores

Bruno Belo considera prioritário inverter desertificação das Flores

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Ago de 2016, 11:23

O cabeça de lista do PSD pelo círculo das Flores às eleições regionais dos Açores disse hoje ser prioritário inverter o ciclo de desertificação da ilha, defendendo políticas de criação de emprego e fixação da população.

“Nos últimos quatro anos, a economia das Flores passou a ser mais frágil, porque o maior empregador da ilha faliu”, afirmou Bruno Belo, de 44 anos, economista na Câmara das Lajes das Flores.

Para Bruno Belo, que repete a candidatura das regionais de 2012, tendo sido eleito deputado para o parlamento regional, “o maior problema não são os que não nascem, mas sim as pessoas que não se fixam”, considerando que a “única política” em matéria de emprego por parte do Governo Regional, do PS, são os programas ocupacionais.

Além do emprego, o cabeça de lista considerou que existem outros “aspetos fundamentais” aos quais se tem de dar atenção nas Flores, além do emprego, exemplificando com a saúde.

“Houve uma regressão clara nos serviços prestados nas ilhas sem hospital ao nível da deslocação dos doentes às ilhas com hospital (Faial, Terceira e São Miguel) e a deslocação de especialistas às Flores”, apontou, frisando que, “a troco de um alegado discurso de contenção e rigor, as contas da saúde não estão melhores e as pessoas estão piores”.

Ao nível da educação, Bruno Belo referiu que a ilha tem uma escola frequentada por cerca de 500 alunos que “há muitos anos não sofre uma reabilitação, apresentando um estado de conservação muito degradante”.

“Vai agora haver uma reabilitação de 100 mil euros, mas é apenas um paliativo”, disse o candidato, para quem a economia da ilha deve assentar no turismo, agricultura e pescas.

Sobre os transportes aéreos e marítimos, Bruno Belo salientou que “estes devem ser pensados de forma a satisfazerem as necessidades das ilhas”.

Quanto ao trabalho do PS nos Açores, o cabeça de lista referiu que aquele partido teve dois aspetos para uma governação perfeita, “recursos financeiros e estabilidade política”, mas passados 20 anos “cada ilha tem uma velocidade diferente”.

“Estandardização não é coesão e houve uma falta de perceber a realidade de cada uma das ilhas”, acusou Bruno Belo.

Nos Açores, há nove círculos eleitorais, coincidentes com cada uma das ilhas, e um círculo regional de compensação.

Nas eleições de outubro de 2012, o PS conquistou 31 dos 57 lugares do parlamento regional, enquanto o PSD, o maior partido na oposição, obteve 20 mandatos. O CDS-PP tem três deputados, enquanto BE, PCP e PPM conseguiram um mandato cada.

A ilha das Flores elege três deputados.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.