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BE diz que há "desfasamento" na avaliação dos cuidados de saúde

BE diz que há "desfasamento" na avaliação dos cuidados de saúde

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Out de 2016, 19:13

A coordenadora do Bloco de Esquerda nos Açores considerou hoje que existe um "desfasamento entre a avaliação" que a Unidade de Saúde de Ilha das Flores (USIF) faz das respostas dadas à população e o que os utentes referem.

“Há um investimento por fazer no Serviço Regional de Saúde [SRS], uma vez que o que é feito não corresponde às necessidades das pessoas”, declarou à agência Lusa Zuraida Soares, que se reuniu no Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores com a administração da USIF, no âmbito da campanha para as eleições legislativas regionais de 16 de outubro.

A cabeça de lista pelo círculo eleitoral de São Miguel afirmou que os números do Governo Regional "não contam" em termos de prestação de serviço de saúde, mas sim “o que as pessoas sentem no seu dia-a-dia”.

A dirigente referiu que em ilhas sem hospital, como as Flores, a população “sente que não tem uma resposta atempada às suas necessidades”, exemplificando com consultas, tratamentos, especialistas, fisioterapia, entre outros.

“Chegámos ao ponto em que é a Secretaria Regional [da Saúde] que determina a quantas sessões de fisioterapia um paciente tem direito, e não o médico, o que seria lógico”, declarou a candidata.

Zuraida Soares considerou que um SRS “digno passa por mais profissionais de saúde, médicos e enfermeiros”, que necessitam de ser “reconhecidos e dignificados”.

Na sequência da greve da enfermagem na região, que decorre hoje e terça-feira, a dirigente afirmou que os 14 enfermeiros existentes aderiram à paralisação na unidade de Santa Cruz das Flores.

Zuraida Soares considerou ser “inaceitável que profissionais que fazem o mesmo trabalho e têm as mesmas responsabilidades" sejam tratados de forma diferente em termos de direitos, designadamente no horário de trabalho.

No seu entender, é “inqualificável que, por razões meramente economicistas, alguns enfermeiros sejam obrigados a ‘estagiar’ quando já são profissionais de corpo inteiro”.

A candidata considerou que, uma vez chegado ao final da legislatura, o Governo Regional do PS “impôs racionamento à saúde pública”, enquanto os investimentos privados na área foram alvo de “esbanjamento”.

Para a votação de dia 16 estão inscritos cerca de 228 mil eleitores, que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

De acordo com os resultados das eleições, o representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional, que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta (49,02%) e elegeu 31 deputados, seguido do PSD, com 20 mandatos (33,01%) e CDS-PP com três (5,67%). BE (2,25%), CDU (1,9%) e PPM (0,08%) elegeram um parlamentar cada.

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