Atlânticoline quer reforçar número de viagens no verão

Atlânticoline quer reforçar número de viagens no verão

 

Lusa/AO online   Regional   10 de Fev de 2016, 10:55

A empresa pública Atlânticoline quer reforçar o número de ligações marítimas de passageiros e viaturas nos Açores durante a operação de verão, mas não sabe ainda com que barcos vai operar.

O presidente do conselho de administração da Atlânticoline, João Ponte, explicou que a empresa teve de lançar um novo concurso público internacional para assegurar as ligações durante a época alta (através do aluguer de dois ‘ferries’), só que o processo “ainda não está concluído”.

“Neste momento, estamos a ultimar o processo de concurso que efetuámos e contamos, muito em breve, assinar o contrato e submetê-lo a visto do Tribunal de Contas”, disse João Ponte, adiantando não saber ainda se as viagens voltarão a ser realizadas pelo armador grego ‘Hellenic Seaways’, que garantiu a operação nos últimos anos.

Apesar da indefinição, o administrador garantiu que a Atlânticolne vai “reforçar as ligações" marítimas de passageiros e viaturas, durante o verão, para todas as ilhas do arquipélago.

“Na operação sazonal, vamos ter um aumento de 7% no número de viagens, ou seja, vamos ter 530 viagens. O ano passado tivemos 495”, afirmou João Ponte, sublinhando que “é difícil” ir além deste aumento.

O responsável anunciou também que a empresa vai aumentar a sua oferta nas ligações para as ilhas das Flores e Corvo (grupo ocidental do arquipélago), prevendo um aumento no número de viagens e alargando o período de estadia do navio naquelas ilhas.

Enquanto ultima a operação de verão deste ano, a Atlânticoline está ainda a preparar o lançamento de um outro concurso público internacional para a construção de dois novos navios, para assegurar as ligações marítimas de passageiros e viaturas nos Açores, durante todo o ano.

“Neste momento, está a decorrer um processo junto das autoridades comunitárias, no sentido de autorizar a abertura do procedimento”, informou João Ponte, acrescentando que “muito dificilmente será possível” ter os novos ‘ferries’ a operar no arquipélago antes 2019.

João Ponte defende que dois navios “não é um exagero”, mas sim uma “necessidade”.

“De verão precisamos sempre de dois navios e a região construir apenas um navio e estar dependente dos mercados para alugar um segundo, seria voltar atrás, à situação que estamos a viver atualmente”, considerou João Ponte, acrescentando que, em caso de avaria, faz sentido ter um segundo barco para assegurar a operação.

Em fevereiro de 2014, a Atlânticoline lançou um concurso público internacional, no valor de 85 milhões de euros, para a construção de dois navios, com capacidade para transportar 650 passageiros e 150 viaturas, e atingir a velocidade de 25 nós. O concurso foi anulado, porque nenhum dos estaleiros candidatos reuniu “todas as exigências do caderno de encargos”.

Em 2009, após o lançamento de um primeiro concurso para a construção de barcos para operar no arquipélago, os Açores recusaram o navio ‘Atlântida’, que estava a ser construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, por não cumprir as exigências relativas à velocidade previstas em caderno de encargos.


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