Associação do calçado admite que aquisições e fusões são "praticamente inexistentes" no sector

Associação do calçado admite que aquisições e fusões são "praticamente inexistentes" no sector

 

Lusa / AO online   Economia   10 de Jul de 2010, 13:41

A compra de uma empresa declarada insolvente pelo grupo de calçado Catalá é um caso raro num setor que, para crescer, prefere a via orgânica, admitiu à Lusa o diretor executivo da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado (APICCAPS).

“O setor do calçado tem-se desenvolvido essencialmente por via do crescimento orgânico e o reforço das empresas é praticamente inexistente por via das fusões e aquisições”, disse hoje à Lusa Alfredo Jorge Moreira.

De acordo com o diretor executivo da APICCAPS, “esta situação é compreensível tendo em conta que a cultura empresarial é muito específica e fortemente marcada pelo cunho pessoal dos fundadores e administradoras das empresas”.

Em declarações à Lusa, Alfredo Jorge Moreira defendeu que “todas as experiências que constituem uma exceção à regra devem ser estimuladas, porque correspondem a um processo de reflexão profundo sobre a melhor forma de assegurar o reforço da capacidade competitiva das empresas envolvidas”.

O setor do calçado é constituído maioritariamente por pequenas e média empresas, de natureza familiar, que empregam em média 30 trabalhadores e que têm a flexibilidade como um fator chave para a sua competitividade.

Segundo a análise trimestral de conjuntura da APICCAPS, que inquiriu perto de dez por cento das 1.300 empresas do setor, praticamente metade (49 por cento) dos empresários afirmaram que a produção estabilizou e 28 por cento diz ter aumentado.

Este facto permitiu uma recuperação na utilização da capacidade produtiva, que já está “a níveis normais para a época do ano” para cerca de dois terços das empresas.

Esta melhoria refletiu-se também positivamente no emprego, com uma tendência de aumento do número de pessoas ao serviço na indústria: “Embora quatro em cada cinco empresas afirmem que ele permaneceu inalterado, as que dizem que aumentou são mais do que as que dizem que diminuiu”, nota a APICCAPS.

Relativamente ao estado dos negócios, pela segunda vez nos últimos três trimestres são mais as empresas que entendem que é “bom” do que as que pensam que é “mau”, sendo esta proporção a mais elevada desde 2001. Ainda assim, três em cada quatro empresas consideram que o estado dos negócios é “suficiente”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.