Alunos protestam para exigir construção de nova escola em Capelas

Alunos protestam para exigir construção de nova escola em Capelas

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Fev de 2016, 12:09

Dezenas de alunos voltaram hoje a protestar, em frente à escola básica integrada de Capelas, no concelho de Ponta Delgada, Açores, para exigir a construção de um novo estabelecimento de ensino.

Naquele que foi o segundo protesto em menos de um mês, os alunos empunhavam cartazes onde se lia “Queremos escola nova” e “Queremos mais prática e menos promessas”, ao mesmo tempo que gritavam palavras de ordem a pedir um novo estabelecimento de ensino.

Aos jornalistas, Lúcia Bernardo, encarregada de educação, afirmou que “isto não são condições para as crianças estarem oito horas”, destacando que está em causa “a saúde e segurança dos alunos”.

Por outro lado, considerou que a requalificação da escola, solução preconizada pelo Governo Regional, “não é ideal”, advertindo que o executivo “não quer gastar agora, mas depois tem de gastar mais”.

Um dos alunos enumerou à Lusa os problemas do espaço, referindo que nas salas de aula “caem pingos em cima dos cadernos, a cortiça está podre, há portas que não fecham e vidros partidos”.

Já a representante dos alunos, Joana Jesus, prometeu “não desistir” até que a reivindicação de construção de uma nova escola seja aceite pelo executivo açoriano, explicando que os alunos foram informados do protesto nas salas de aula e pelas redes sociais.

A aluna informou ainda que foi entregue esta semana um abaixo-assinado subscrito por cerca de 650 pessoas no parlamento regional com aquela exigência.

O presidente do conselho executivo do estabelecimento de ensino não quis prestar declarações.

A escola de Capelas acolhe cerca de 900 alunos. A 18 de janeiro, o Governo dos Açores anunciou o encerramento, por razões de segurança, do bloco D, ocupado por cerca de 240 estudantes.

Segundo uma nota do executivo, a decisão fundamentou-se "no resultado de um estudo efetuado pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil”, segundo o qual “a estrutura do bloco D não assegura a segurança de pessoas e bens, tendo em conta o valor muito baixo da resistência à compressão do betão aplicado nos pilares”.

No dia 01 de fevereiro, cerca de 500 pessoas, entre alunos, pais e professores, manifestaram-se à porta da escola, para reivindicarem a construção de um novo estabelecimento de ensino.

No dia seguinte, o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Menezes, deslocou-se ao estabelecimento, onde reuniu com alunos, pais e professores, tendo na ocasião rejeitado a construção de uma nova escola, contrapondo com uma “intervenção profunda”.

Então, Avelino Meneses explicou que “as condições estruturais, as vantagens de concretização de um compromisso de anos e o imperativo de boa gestão” dos recursos, determinam a construção de um novo bloco para substituir o D, encerrado por questões de segurança, e a requalificação dos outros edifícios e espaços da escola, “contemplando os interiores e exteriores e também as coberturas”.

“Asseguro-vos aqui uma solução digna, cómoda, segura, em que todos os edifícios cumprirão os requisitos de qualidade exigidos para as instalações escolares do nosso tempo”, assegurou o governante, sustentando que “a intervenção será necessariamente profunda, incluindo a remoção de tetos com amianto”, mas também contemplando “passagens cobertas entre blocos e a reposição de pisos e revestimentos”.

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