Alunos açorianos transformados em "Caça Faturas" para combater economia paralela

Alunos açorianos transformados em "Caça Faturas" para combater economia paralela

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Dez de 2015, 14:09

O Governo dos Açores iniciou hoje um programa nas escolas do arquipélago onde os alunos se predispõem a ser agentes "Caça Faturas" para combater a economia paralela na região.

“Este programa educacional visa estimular comportamentos e atitudes que, no futuro, possam potenciar uma redução dos níveis da economia paralela na região, que são bastante elevados”, disse à agência Lusa o inspetor regional das atividades económicas, Paulo Machado.

A ação de sensibilização, no âmbito do plano de combate à economia paralela, começou na escola básica e integrada Roberto Ivens, na cidade de Ponta Delgada, e juntou cerca de uma centena de alunos de cinco turmas do 5.º ano.

O objetivo é que os estudantes sensibilizem as suas famílias a tomarem consciência da importância de pedir sempre faturas.

O inspetor regional das atividades económicas acrescentou que o programa "compreende cinco sessões", uma das quais plenária, a que se seguem mais quatro ações, em contexto de sala de aula com jogos.

Paulo Machado adiantou que a ideia "é abranger o máximo de escolas" açorianas, embora para já o plano preveja apenas ações na ilha de São Miguel.

Segundo o responsável, "um estudo de 2013 apontava que cerca de um terço daquilo que se produz na região está relacionado com a economia paralela", números que classificou como “muito significativos" e "bastante superiores relativamente ao continente”.

"O que queremos é, efetivamente, reduzir este número para níveis considerados aceitáveis, porque, de facto, a economia paralela vai existir sempre”, admitiu, acreditando que “este programa educacional vai dar no futuro os seus frutos”.

A diretora regional da Educação, Fabíola Cardoso, sublinhou a importância de aliar o setor a esta problemática, frisando a importância de preparar “futuros cidadãos, que podem ser decisivos para a mudança de comportamentos”.

"Estamos a preparar futuros cidadãos que podem influenciar os seus pais, as suas famílias, os adultos com os quais se relacionam e já temos boas experiências de campanhas semelhantes que resultaram muito bem a partir da formação das nossas crianças", disse Fabíola Cardoso, exemplificando com as campanhas relativas ao ambiente.

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