Algas são recurso marinho com elevado potencial nos Açores

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia disse no sábado que "a promoção da gastronomia que utiliza algas açorianas é uma aposta inovadora que poderá ser bem acolhida por parte dos turistas que visitam a Região".


Fausto Brito e Abreu falava, em São Mateus da Terceira, na sessão de abertura do segundo workshop “O Uso de Algas Açorianas na Culinária”, organizado pela Associação de Mulheres de Pescadores e Armadores da Ilha Terceira (AMPA), onde frisou a “importância sociocultural” das algas em determinadas ilhas do arquipélago, como as Flores, onde é considerada uma iguaria gastronómica “com excelentes propriedades nutricionais”.

O Secretário Regional do Mar defende que as algas “são um recurso pouco aproveitado nos Açores tendo em conta o seu potencial” e recordou que a extração da alga agar-agar já representou na Região uma indústria com “alguma importância económica”.

“A apanha de algas pode constituir um complemento à pesca, trazendo rendimento adicional aos pescadores”, referiu Brito e Abreu, apontando como “bom exemplo” o trabalho a ser desenvolvido pela Associação de Pescadores Graciosenses que exportam algas para serem utilizadas na composição de medicamentos e produtos de cosmética.

“Nos últimos tempos tem-se assistido a um crescente interesse económico na exploração das algas, tendo em conta as suas potencialidades no campo da biotecnologia”, disse o governante, acrescentando que os Açores podem apostar na aquacultura de algas, para além da apanha.

Brito e Abreu frisou ainda que existem na Região centros de investigação “de excelência” ligados à biologia marinha que estão a desenvolver trabalhos sobre as algas açorianas.

A promoção de atividades ligadas ao mar que garantam rendimentos complementares aos pescadores, como a cultura e a apanha de algas, é uma das medidas defendidas no Plano “Melhor Pesca, Mais Rendimento” apresentado este ano pelo Governo dos Açores.

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