Alexandra Manes (BE) preocupada com "flagelo" do desemprego nas Flores


 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Ago de 2016, 10:05

A cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) pelo círculo das Flores às eleições regionais dos Açores, Alexandra Manes, manifestou hoje preocupação pelo "flagelo" do desemprego na ilha e criticou a precariedade associada aos programas ocupacionais.

 

Em declarações à agência Lusa, Alexandra Manes, de 41 anos, considerou “alarmante a despreocupação do PS em relação à precariedade que os programas ocupacionais potenciam”, considerando que o partido que governa os Açores “encontrou esta medida para fomentar a precariedade laboral”.

Natural das Flores, o ponto mais ocidental da Europa, a candidata, militante do BE desde 2009, reside em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde é ajudante de educação numa instituição particular de solidariedade social. Desde aquele ano tem feito parte de listas do BE em diversas eleições.

Alexandra Manes adiantou que o objetivo da candidatura é “promover a ilha, apostando naquilo que tem de melhor”.

“Desde 2009 que as Flores integram a rede de Reservas da Biosfera e pouco ou nada foi feito para beneficiar deste galardão”, referiu a cabeça de lista, defendendo ser “imprescindível envolver toda a ilha no usufruto” deste título através da “certificação de uma marca que represente a autenticidade ecológica que oferece e para onde os vários setores convirjam”.

A candidata manifestou, ainda, o desejo de tornar as Flores num destino de “turismo sustentável, melhorando as infraestruturas” e os transportes que “promovam a saída de residentes e a entrada de turistas para a ilha”.

Alexandra Manes adiantou que “o primeiro contacto que teve” para liderar a lista partiu “de um grupo de pessoas naturais e residentes nas Flores que não se reveem nas candidaturas que estão a ser apresentadas”, tendo aceitado o desafio.

Nos Açores, onde o PS governa há 20 anos, há nove círculos eleitorais, coincidentes com cada uma das ilhas, e um círculo regional de compensação.

O BE elegeu deputados pela primeira vez para a Assembleia Legislativa Regional em 2008, alcançando então dois mandatos que viu reduzido a um nas eleições de 2012. Nas duas ocasiões, os parlamentares foram eleitos pelo círculo de compensação.

Neste último sufrágio, o PS conquistou 31 dos 57 lugares do parlamento regional, enquanto o PSD, o maior partido na oposição, obteve 20 mandatos. O CDS-PP tem três deputados, enquanto BE, PCP e PPM conseguiram um mandato cada.

 

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