Agricultores açorianos preocupados com fim da reforma antecipada ao abrigo de fundos europeus

Agricultores açorianos preocupados com fim da reforma antecipada ao abrigo de fundos europeus

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jul de 2014, 15:02

O presidente da Federação Agrícola dos Açores reiterou esta quarta-feira "algumas preocupações" relacionadas com o novo quadro comunitário de apoio, por acabar com as reformas antecipadas, mas também por causa dos pagamentos à Segurança Social por jovens agricultores.

 

Jorge Rita, que falava em Ponta Delgada, numa intervenção no seminário "Agricultura familiar versus agricultura sustentável", voltou a referir que os pagamentos à Segurança Social que terão de fazer os jovens agricultores instalados após 2011 vão "estrangular" muitos destes produtores.

Esta questão soma-se ao fim das reformas antecipadas, no âmbito dos fundos europeus para o período 2014-2020.

Jorge Rita lembrou que a reestruturação do setor agrícola nos Açores, que permitiu a sua renovação e modernização nos últimos anos, assegurando a "continuidade" da exploração familiar, se fez à custa das reformas antecipadas e dos incentivos, em simultâneo, à instalação dos novos agricultores.

O presidente da associação açoriana reforçou que a agricultura na região tem uma base familiar, em todas as ilhas, sendo "vital" para a economia do arquipélago, mas também para a coesão social e o "desenvolvimento harmónico" e "sustentado" dos Açores.

Entre outras coisas, lembrou, a este propósito, a importância da agricultura "na fixação de pessoas nos meios rurais".

Jorge Rita revelou que os últimos dados conhecidos estimam que 12% da população ativa dos Açores trabalha diretamente na agricultura, mas disse que este número deve ser hoje maior, por causa do aumento do desemprego noutros setores.

De forma direta ou direta, metade dos açorianos trabalham no setor, acrescentou, estimando, por outro lado, que a agricultura represente 45% da economia regional.

Jorge Rita sublinhou que este é "o maior e melhor" setor de atividade nos Açores, sendo "o único que tem dado sinais de crescimento em todas as áreas".

O responsável destacou, por outro lado, a "execução excelente" do quadro comunitário de apoio que termina este ano, deixando elogios aos governos nacional e regional.

Quanto ao próximo, e apesar da "deficiência" na questão das reformas antecipadas, considerou positivo o trabalho que tem sido desenvolvido entre o executivo açoriano e os parceiros com vista à aplicação das verbas.

A este propósito, destacou a proposta enviada para Bruxelas para o programa específico para as regiões ultraperiféricas, o POSEI, dizendo que, apesar de não aumentarem as verbas, está "mais bem estruturado".

 


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