Açores vão usar novas tecnologias na fiscalização do mar

Açores vão usar novas tecnologias na fiscalização do mar

 

Lusa/AO online   Regional   4 de Nov de 2014, 17:04

Os Açores vão utilizar um 'drone' para inspecionar zonas remotas do mar do arquipélago, revelou o secretário regional Fausto Brito e Abreu, que anunciou um reforço do orçamento da fiscalização das pescas em 16% em 2015.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, que foi ouvido esta terça-feira pela comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores, na cidade da Horta, a respeito da proposta de Plano e Orçamento dos Açores para 2015, adiantou que a região irá recorrer às novas tecnologias para reforçar os meios de fiscalização das suas águas.

"Em 2015, a Inspeção Regional das Pescas está a prever uma parceria com uma empresa açoriana para o uso de um 'drone', de uma aeronave não tripulada, equipada com uma câmara de alta definição e com posição GPS, para fazer umas missões de fiscalização, nomeadamente, às Formigas e ao Banco Princesa Alice", explicou.

Esta será, explicou, uma solução experimental para "testar" a eficácia de novos meios tecnológicos na fiscalização do mar dos Açores, em especial em áreas de mais difícil acesso por mar.

Fausto Brito e Abreu sublinhou que a proposta de Plano Anual 2015, do Governo dos Açores, prevê um aumento de cerca de 16% na área da fiscalização das pescas, além de alterações legislativas no sentido de "desincentivar a prática de atos ilícitos".

"Pretendemos aplicar coimas mais elevadas e sanções acessórias, como a perda de licença, durante alguns meses ou mesmo um ano, para os pescadores e armadores que sejam apanhados a utilizar artes de pesca proibidas", adiantou.

O secretário do Mar, Ciência e Tecnologia lembrou que há profissionais da pesca que já foram "apanhados" a cometer atos ilícitos de forma repetida, e que apesar das multas de que foram alvo, voltaram a prevaricar.

"Há pescadores que vão começar a sofrer multas mais elevadas, e nalguns casos mesmo a suspensão da licença como forma de os desencorajar", insistiu, adiantando que a intenção do Governo açoriano é "mostrar que o crime não compensa".

O titular da pasta das Pescas no Governo Regional dos Açores minimizou, por outro lado, as críticas feitas pelos parceiros sociais relativamente ao plano anual de investimento público para 2015 na região.

Segundo explicou, e ao contrário do que alega a Federação de Pescas dos Açores, "não há uma redução de verbas" para o setor em 2015, acrescentando que há menos dinheiro inscrito porque as grandes obras previstas para este ano estão a terminar.

Quanto à Universidade dos Açores, afirmou que os 350 mil euros destinados a assegurar a tripolaridade da academia açoriana (que tem polos em três ilhas) é "exatamente o mesmo" dos anos anteriores e que o executivo açoriano prevê apoiar também vários outros projetos de investigação ao longo de 2015.


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