Açores vão ter plataforma digital com espólio de arquivos, bibliotecas e museus

Açores vão ter plataforma digital com espólio de arquivos, bibliotecas e museus

 

LUSA/AO online   Regional   29 de Jun de 2015, 15:23

O secretário regional da Educação e Cultura dos Açores anunciou hoje que o arquipélago vai dispor de uma plataforma digital que concentrará espólio de bibliotecas, arquivos e museus na dependência do governo e outras instituições

"Há um denominador comum que tem estado em cima da mesa, muito presente nas intervenções dos conselheiros. É a necessidade de nós trabalharmos em rede na área da cultura, considerando fundamentalmente a descontinuidade geográfica do nosso arquipélago”, declarou Avelino Menezes.

O titular da pasta da Cultura falava aos jornalistas à margem da reunião constitutiva do Conselho Regional da Cultura, que está a decorrer em Ponta Delgada e na qual este assunto está a ser analisado pelos membros que integram o organismo.

Avelino Menezes lembrou que em matéria de bibliotecas, arquivos e museus não existem apenas as unidades oficiais dos Açores, havendo que considerar também o espólio existente em instituições privadas, bem como na dependência das câmaras municipais, Misericórdias, entre outros organismos com autonomia própria que o Governo dos Açores se propõe respeitar.

“Queremos criar uma rede para que se possa constituir um núcleo de informação central em que o utilizador, estando em qualquer ponto do arquipélago, possa saber o que é que existe nas outras ilhas quer nas instituições que dependem diretamente do Governo, quer nas que não dependem diretamente deste”, explicou o governante.

Um dos embriões deste projeto que se pretende desenvolver são os arquivos regionais de Angra do Heroísmo, da Horta e de Ponta Delgada, que já estão centralizados numa plataforma digital, segundo Avelino Menezes.

Para materializar a plataforma, é necessário digitalizar o que existe em termos de património, uma vez identificado, visando preservar os originais e facilitar a consulta.

Avelino Menezes comentou ainda, à margem do Conselho Regional da Cultura, o facto de agentes culturais e instituições promoverem eventos nas mesmas datas, sem os concertarem, e defendeu o diálogo para que a agenda cultural não viva de sobreposições.

“A região já tem uma agenda cultural. Se está grávida de sobreposições é preciso efetivamente acabar com isso através do diálogo entre os agentes culturais. Esta reunião do Conselho Regional da Cultura é um areópago de eleição para se combinar entre os diversos agentes culturais os procedimentos que se julgarem efetivamente mais convenientes”, declarou.

O Conselho Regional da Cultura vai reunir-se semestralmente, tendo aprovado na sua primeira reunião o regulamento do funcionamento interno, além de abordar as atribuições e missões dos serviços externos dependentes da Direção Regional da Cultura, fundamentalmente bibliotecas, arquivos e museus.

Têm assento no organismo, para além do secretário regional da Educação e Cultura, o diretor regional da Cultura, um representante dos museus regionais dos Açores, um representante dos museus de ilha, um representante das bibliotecas públicas e arquivos regionais da região, bem como da Associação dos Municípios da Região Autónoma dos Açores, entre outros.

Estão também presentes 10 personalidades convidadas nas áreas da arquitetura, artes gráficas e visuais, literatura, música, artes performativas, comunicação social e ciências sociais e humanas.


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