Açores vão lançar concurso público internacional para porto comercial da Praia da Vitória

Açores vão lançar concurso público internacional para porto comercial da Praia da Vitória

 

LUSA/AO online   Economia   15 de Mai de 2017, 14:43

O Governo dos Açores vai lançar um concurso público internacional de "concessão da exploração e da operação do porto comercial da Praia da Vitória", Terceira, concelho onde está localizada a Base das Lajes, foi hoje anunciado

"Nós não estamos naturalmente numa postura de apenas esperar, mas estamos a dar passos concretos no sentido de também resolver aquilo que ainda falta resolver relativamente aos efeitos da decisão da Força Aérea norte-americana de redimensionar a sua presença na ilha Terceira”, afirmou o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas.

O presidente do executivo açoriano falava, em Ponta Delgada, após ter recebido em audiência os deputados do PS na Assembleia da República eleitos pelos Açores, Carlos César, Lara Martinho e João Castro.

Vasco Cordeiro participou quinta-feira, em Washington, na 37.ª reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os Estados Unidos, um encontro que o chefe do executivo açoriano considerou insatisfatório tendo pedido uma intervenção do Governo nacional.

O chefe do executivo açoriano salientou ter referido na reunião da Comissão Bilateral que "o Governo Regional se prepara para lançar um concurso público internacional de concessão da exploração e da operação do porto comercial da Praia da Vitória", o que se enquadra na importância de "potenciar o investimento externo" e "contribuir para a criação de emprego e riqueza nos Açores, nomeadamente na Terceira".

"Temos consciência que, quer no âmbito do Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, quer no âmbito da própria declaração conjunta que foi assinada por ocasião da visita do primeiro-ministro aos Açores há também passos que competem ao Governo Regional que os tem dado e concretizado", sublinhou.

O líder parlamentar do PS, Carlos César, adiantou que “esta semana” vai ser enviada “uma resolução com orientações ao Governo da República para manter e reforçar o seu empenho na implementação das medidas previstas na declaração conjunta que foi assinada com o executivo regional a 30 de abril do ano passado”.

Frisando que as negociações com os Estados Unidos da América “não se fazem apenas” no âmbito da Comissão Bilateral, Carlos César sublinhou a prioridade que deve ser dada à questão da descontaminação ambiental e ainda no "reaproveitamento das infraestruturas que forem consideradas excedentárias no caso da estrutura aeroportuária das Lajes", salientando a importância de incrementar “as melhores soluções para o desenvolvimento económico e social da Terceira num quadro de utilização daquela infraestrutura pelos EUA”.

“No nosso entendimento também há matérias sobre as quais urge clarificar algum posicionamento por parte do Governo da República e estaremos empenhados nisso”, reforçou Carlos César, que é também presidente dos socialistas.

Carlos César realçou que "é muito mais difícil reconstruir", porque "leva muito mais tempo do que destruir", exemplificando com as "questões relativas à descontaminação em matéria ambiental", nomeadamente das zonas da "Base das Lajes e das zonas confinantes".

“É uma matéria que quando eu ainda era presidente do Governo já se colocava. Nós tivemos quatro anos e meio do governo anterior, uma secretária de Estado que até hoje é deputada pelos Açores (na Assembleia da República) e sobre a matéria fez-se zero”, sustentou.

O líder parlamentar do PS assegurou que "são avaliados todos os interesses económicos que possam melhorar as condições de vida dos Açores e um desempenho da economia regional".

O antigo presidente do Governo dos Açores garantiu ainda que as matérias relacionadas com o arquipélago açoriano “têm sido acompanhadas pelos deputados do PS/Açores na Assembleia da República e “chegam” ao primeiro-ministro “sempre que necessário e quando necessário”.

“Em matérias de avaliação da solidariedade com os Açores este primeiro-ministro não só não comete erros como não necessita de grandes lições”, apontou.


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