Açores querem ser referência na produção biológica

Açores querem ser referência na produção biológica

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   2 de Jun de 2017, 11:41

A cooperativa Bioazórica, criada na ilha Terceira, passou de dois para 45 produtores de agricultura biológica, em sete anos, e pretende que a região se torne numa referência nesta área.

"Queremos conseguir alargar ao máximo a mancha da agricultura biológica e criar pontes entre as outras ilhas, de forma que efetivamente isto evolua. O que se pretende é que os Açores se tornem numa referência neste modo de produção, porque acho que temos todo o potencial", salientou, em declarações à agência Lusa, Mónica Oliveira, presidente da cooperativa.

A Bioazórica foi criada em 2001, mas só a partir de 2010 registou um crescimento do número de associados, com uma maior aposta na formação e a criação de mercados biológicos para escoar os produtos.

"Quando começámos em 2010, tínhamos dois produtores e, neste momento, temos 45. Na ilha Terceira, temos uma área total de 117 hectares, portanto já tem uma expressão bastante relevante. Somos uma cooperativa regional e também temos conseguido angariar alguns produtores e cooperantes de outras ilhas", adiantou Mónica Oliveira.

Na ilha Terceira, a cooperativa tem um mercado biológico na Praia da Vitória e um restaurante em Angra do Heroísmo, onde são servidas refeições apenas com produtos biológicos.

Há quatro anos consecutivos é promovida também a Biofeira, na Praia da Vitória, para incentivar o consumo e mostrar que os produtos biológicos não se resumem a hortícolas e frutícolas.

"Nesta Biofeira, vamos ter uma larga mostra de produtos deste género, onde por exemplo temos detergentes, champôs, sabonetes, cereais, bolachas, compotas e inclusive charcutaria", revelou a presidente da cooperativa.

O evento, que decorre de hoje a domingo, inclui não só uma mostra de produtos biológicos e palestras sobre o tema, mas outras atividades para atrair mais pessoas, como quintas pedagógicas, espetáculos musicais, uma mostra de artesanato e um espaço de restauração.

Segundo Mónica Oliveira, há cada vez mais pessoas a consumir produtos biológicos na ilha Terceira, para preservar a natureza e a sua saúde.

"A evolução científica traz-nos factos incontornáveis. Na base das doenças deste século está a nossa alimentação. Todas as doenças do foro neurológico e oncológico está comprovado que vêm de todos os elementos nocivos que nós introduzimos na nossa alimentação", sublinhou.

A cooperativa já dá respostas às necessidades da ilha em hortícolas e frutícolas, mas ainda é preciso importar os produtos transformados.

"O cliente que nós temos é muito criterioso e quando escolhe efetivamente consumir desta forma quer tudo em bio", explicou.

Para já, a cooperativa está focada em consolidar a sua produção para chegar às grandes superfícies.

"Até agora, temos feito escoamento em restaurantes, que fazem a ponte com o turismo, porque o turista europeu valoriza e muito este produto", salientou a presidente da Bioazórica.


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