Açores pedem celeridade ao Governo da República para recuperar cais NATO

Açores pedem celeridade ao Governo da República para recuperar cais NATO

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   1 de Mar de 2017, 17:04

O secretário dos Transportes e Obras Públicas dos Açores pediu ao ministro da Defesa celeridade no processo de reabilitação do cais NATO, em Ponta Delgada, para que se possa avançar com a segunda fase de recuperação deste porto.

 

“O ministro da Defesa acolheu muito bem a nossa pretensão de lançamento da empreitada no porto de Ponta Delgada, na zona do cais NATO, comprometendo-se a enviar, hoje ou na quinta-feira, toda a informação para o gabinete do primeiro-ministro para este autorizar a despesa e se proceder ao lançamento do respetivo concurso público”, disse à agência Lusa Vítor Fraga.

O governante, que hoje se reuniu com o ministro Azeredo Lopes, em Lisboa, considerou fundamental aquela autorização para se “conciliar com a empreitada” que a empresa pública Portos dos Açores “tem para ser lançada” em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Esta contempla o reperfilamento do cais, a sua pavimentação e a ampliação do parque de contentores.

Na sequência de temporais que assolaram os Açores, particularmente as ilhas de São Miguel e Santa Maria, em dezembro de 2015 e janeiro de 2016, a cabeça do molhe do porto de Ponta Delgada ficou danificada, embora a infraestrutura tenha continuado sempre operacional.

A Portos dos Açores informou que a primeira fase da obra, de nove milhões de euros, “irá substituir e reforçar cerca de 100 a 120 metros, em duas zonas distintas, da camada resistente do manto de proteção do molho existente, cuja extensão total é cerca de 1.500 metros”.

A mesma entidade ressalvou que os últimos 200 metros do cais do porto de Ponta Delgada são uma área sob jurisdição do Ministério da Defesa Nacional e como tal “a Portos dos Açores não tem prevista qualquer intervenção naquela zona”.

A Portos dos Açores, além da empreitada que já está a decorrer, vai lançar uma segunda empreitada, orçada em cerca de 32 milhões de euros, investimento para aumentar as condições de operacionalidade e de segurança do porto.

Vítor Fraga frisou ser importante que este processo esteja “devidamente coordenado e enquadrado, de forma a poder garantir a operacionalidade do porto no decorrer das intervenções que estão programadas”.

O responsável transmitiu, por outro lado, ao ministro da Defesa, a necessidade de “abreviar o mais possível” o processo de certificação da base das Lajes, na ilha Terceira, visando a sua utilização permanente por aeronaves civis.

Vítor Fraga disse que existe um grupo de trabalho a trabalhar nesta matéria que efetuou, de 31 de janeiro a 02 de fevereiro, uma visita técnica às Lajes, com elementos da Autoridade Nacional da Aviação Civil, Força Aérea Portuguesa, ministérios da Defesa e do Planeamento e das Infraestruturas, e do Governo dos Açores.

O responsável pela pasta das Obras Públicas adiantou que a ação desenvolvida resultou num "conjunto de atividades que continuarão a ser trabalhadas" numa reunião que terá lugar na terça-feira.

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