Acessibilidade digital de pessoas com deficiência em estudo para novo quadro de apoio


 

Lusa/AO Online   Nacional   2 de Fev de 2016, 17:27

O Governo vai criar um grupo de trabalho, em parceria com a Fundação Portugal Telecom, para estudar novas soluções que promovam a acessibilidade digital das pessoas com deficiência e que possam ser financiadas pelo programa Portugal 2020.

 

O Instituto Nacional para a Reabilitação, a Fundação Portugal Telecom, a Secretaria de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência e a Secretaria de Estado das Infraestruturas assinaram hoje um protocolo com vista a desenvolver soluções digitais para as pessoas com deficiência.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência explicou que a área da inclusão está fortemente ligada à temática das infraestruturas, nomeadamente com a Portugal Telecom através das ferramentas tecnológicas que a empresa tem vindo a desenvolver especificamente para as pessoas com deficiência.

“Era o momento ideal para estabelecer uma parceria que nos levasse, ao longo deste ano (…) a estabelecer um plano de ação e já de seguida reunirmos um grupo de trabalho e elencar um conjunto de coisas que queremos fazer neste ano”, adiantou Ana Sofia Antunes.

Deu como exemplo o programa ALADIM, da responsabilidade da Portugal Telecom e que dá condições especiais às pessoas com deficiência na aquisição de rede fixa, móvel, banda larga móvel e ADSL, como algo que poderia ser atualizado para passar a abranger não só telefone, mas também soluções como a televisão ou a internet.

“Procurar pensar o que é que poderemos eventualmente vir a desenvolver que nos leve a dar passos mais significativos no sentido da inclusão. (…) Criar ideias, sólidas, projetos que possamos apresentar depois no âmbito do novo quadro comunitário e que tenham hipóteses sérias de tornarem-se realidade”, acrescentou.

Já o presidente executivo da Portugal Telecom sublinhou que o protocolo hoje assinado é a continuação do trabalho que tem vindo a ser feito e que passa por dar às pessoas com deficiências as ferramentas necessárias para conseguirem comunicar.

“É um trabalho que temos feito e que queremos continuar a fazer e queremos aproveitar o que podemos ter em termos de financiamentos comunitários que possam ajudar nesse desenvolvimento”, disse Paulo Neves, acrescentando que nesta parceria incluem-se tanto os projetos já em curso, como ferramentas novas que venham a ser criadas.

O responsável apontou que a PT tem várias soluções tecnológicas, tanto para deficiências visuais, auditivas ou motoras, e que a empresa pretende “aprofundar alguns desses sistemas e mantê-los atualizados”, ao mesmo tempo que poderão encontrar novas soluções para outras necessidades que venham a ser identificadas.

O trabalho da Fundação Portugal Telecom faz-se em parceria com algumas associações representativas das pessoas com deficiência, já que são estas que identificam as necessidades que têm e as soluções tecnologias de que precisam.

Uma das soluções é a TeleAula, destinada a crianças e jovens em idade escolar com doenças severas e que, por isso, estão impedidos de frequentar presencialmente as aulas. Com esta solução, os estudantes assistem às aulas a partir de casa.

De acordo com a responsável do Ministério da Educação por este programa, Ida Brandão, esta é uma solução que tem permitido que as crianças mantenham a ligação à escola e aos colegas, com muitas a terem aproveitamento escolar.


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