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Marca Portugal é 20ª mais atractiva entre 38 países

 Marca Portugal é 20ª mais atractiva entre 38 países

 

Lusa/AO   Economia   3 de Set de 2007, 18:52

A marca nacional Portugal é a 20ª mais atractiva entre uma lista de 38 países, elaborada com base num estudo internacional, relativo ao segundo trimestre deste ano, que questionou mais de 25 mil pessoas através da Internet.
A marca mais bem conotada é a do Reino Unido, seguida da Alemanha e da Franca, enquanto o Canadá e a Suíça completam o ‘ranking’ das 5 primeiras.

Portugal, que está abaixo da primeira metade da lista, atrás da Espanha e da Grécia, é visto como um país cuja economia e governo não estão ao nível da União Europeia (UE).

"Portugal aderiu à União Europeia cinco anos depois da Grécia e ainda não conseguiu convencer o mundo de que a sua economia e governo estejam ao nível da maioria dos membros da UE”, refere o relatório Anholt Nation Brands Index.

Em Portugal, o sector do turismo tem, de acordo com o os resultados do inquérito, “fundações mais fracas que na Grécia", país que aparece no 17º lugar do 'ranking'.

No 12º posto surge a marca nacional Espanha, que "apesar de ter aderido à UE ao mesmo tempo que Portugal, "construiu uma marca mais robusta”.

"A Espanha é um país maior, o que normalmente ajuda a construção de uma marca", admite o consultor Simon Anholt, responsável pelo estudo feito em parceria com a fornecedora de pesquisas mundiais de mercado na Internet Global Market Insite.

Para a melhor performance da marca Espanha, em relação a Portugal, muito contribuiu também o facto de aquele país ter organizado os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, avança ainda a mesma fonte.

Entre as 10 primeiras posições da listagem encontram-se ainda as marcas nacionais da Suécia, da Itália, da Austrália, do Japão e dos Estados Unidos.

Os últimos lugares são ocupados pela Indonésia (em 38º), Israel (27º) e Estónia (no 36º).

Atrás de Portugal ficaram também países como o Brasil (21º), a Rússia, a China ou a Argentina.

O estudo, realizado trimestralmente, foi feito com base em entrevistas a 25,9 mil indivíduos com idades entre os 18 e os 64 anos, oriundos de 35 países e registados na Internet.

O objectivo é analisar a percepção que os indivíduos têm acerca dos activos culturais, políticos, comerciais e humanos e ainda do potencial de investimento e turismo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento.

“Uma marca nacional positiva e forte é uma vantagem competitiva crucial, sendo, por isso, muito importante perceber como é que as nações são vistas pelo público”, explica a análise, adiantando que “todos os países competem uns com os outros pela atenção, respeito e confiança de potenciais consumidores, investidores, turistas, imigrantes, media e governos de outras nações”.

A percepção de uma marca nacional tem como base seis critérios: população, cultura e património, investimento e imigração, governo, exportações e turismo.

Segundo o Anholt Nation Brands Índex, a imagem de um país costuma andar a par e passo com a sua visibilidade, sendo que países que não são muito conhecidos, raramente são vistos como tendo uma imagem positiva.

É o caso da Noruega (14ª posição) e da Irlanda (16ª) que, “apesar de serem duas das nações mais ricas e bem sucedidas per capita - mais até do que o líder Reino Unido - são pouco conhecidas” em termos de qualidades do governo, economia ou população.


Para mais informações sobre o Programa Marca Portugal consulte: http://www.icep.pt/marcas.asp
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