Inebriados pelo espírito pré-eleitoral, muitos são aqueles que, na ânsia cega de criar instabilidades e de criticar o Governo e o PS insistem em denegrir o Serviço Regional de Saúde e, consequentemente, muitos dos profissionais que exercem funções nessa área e limitam-se a criticar, a diagnosticar problemas e não referem qual a terapêutica e qual a solução para esses problemas.
Há falta de ideias concretas e definidas, propõe-se o saneamento da divida do setor da saúde, à custa de um resgate financeiro feito pelo Governo da República. Ora, tendo em conta aquilo que já sabemos do atual Governo da República e o que tem feito no Serviço Nacional de Saúde, espera-se que um resgate financeiro seja feito às custas dos bolsos dos açorianos, aumentando a comparticipação das famílias açorianas que acorrem ao Serviço Regional de Saúde, impondo restrições e aumentando as injustiças sociais no acesso a este serviço.
Estranho que o partido que defende esta ideia, o PSD Açores, esteja disponível para entregar a nossa Autonomia a Lisboa, pondo assim em causa os direitos dos açorianos.
A divida da Saúde nos Açores existe para melhorar os serviços, melhorar as infraestruturas em todas as ilhas, é gerível e ultrapassável. Tem de ser diminuída, é certo, mas isso deve ser feito por nós, pelos açorianos, defendendo os nossos interesses e os nossos concidadãos.
Não podemos que, numa matéria tão importante como é a saúde, estar sujeitos às vontades e exigências de Lisboa, sobretudo com a conceção que o atual Governo nacional tem do papel do Estado e dos cidadãos.
Ainda a este propósito, terminaram, no final da última semana, os trabalhos da comissão de inquérito sobre o Serviço Regional de Saúde. Mais uma vez ficou provado que os partidos da oposição que promoveram a referida comissão estavam mais preocupados em usar a Saúde como arma de arremesso político pré-eleitoral, ficando claro que o Governo salvaguardou sempre os interesses dos Açores e dos Açorianos nas medidas que tomou.
Apesar das tentações que por ai andam, a saúde dos açorianos e o acesso aos cuidados de saúde, sem discriminações e com equidade, será sempre um principio intocável para o Partido Socialista.


