Zuckerberg no Parlamento Europeu terça-feira para explicar uso de dados pessoais
17 de mai. de 2018, 16:22
— Lusa/AO online
O
presidente do PE, Antonio Tajani, justificou a audição de Mark
Zuckerberg em Bruxelas para perceber o que o fundador do Facebook
pretende fazer para “defender os cidadãos europeus” antes das próximas
eleições europeias.“Queremos
saber o porquê de o Facebook ter decidido pôr na mesa o nome dos
cidadãos europeus e pretendemos perceber o que vão fazer antes das
eleições europeias. É um debate muito importante, queremos saber a
história e o que querem fazer nos próximos meses para defender os
cidadãos europeus”, elucidou o presidente do PE, antes de participar na
Cimeira União Europeia-Balcãs, em Sófia, na Bulgária.O
encontro de Zuckerberg com os líderes dos diferentes grupos políticos
no Parlamento Europeu, a realizar-se na parte da tarde, tinha sido
anunciado na quarta-feira, mas sem indicação de data. Contactado
pela agência France Presse, o Facebook precisou que a reunião no PE
será uma ocasião para "dialogar, escutar os pontos de vista (dos
eurodeputados) e mostrar medidas" tomadas pelo gigante da internet "para
melhor proteger a vida das pessoas".Muitos
eurodeputados, assim como a Comissária Europeia para os Consumidores,
Vera Jourova, lamentaram que o encontro se realize à porta fechada.No
dia seguinte, Mark Zuckerberg será recebido em Paris pelo Presidente da
França, Emmanuel Macron, juntamente com cerca de 50 dirigentes de
grandes empresas.Esta
visita à Europa do fundador do Facebook é organizada alguns dias antes
da entrada em vigor, a 25 de maio, do novo regime europeu sobre a
proteção de dados, que obriga os operadores a ajustarem os seus termos
de utilização para os europeus. Em
abril, Zuckerberg foi ouvido no Congresso dos Estados Unidos sobre o
caso Cambridge Analytica, que trabalhou para a campanha presidencial de
Donald Trump, em 2016, usando dados de dezenas de milhões de
utilizadores do Facebook.Além
desta rede social, Twitter e Google também foram acusadas de deixar
proliferar interferências russas, visando manipular a opinião pública
norte-americana.