Zelensky rejeita garantias de segurança por parte de Pequim
Ucrânia
21 de ago. de 2025, 15:34
— Lusa/AO Online
As
declarações de Zelensky foram prestadas a um grupo de
jornalistas, incluindo da Agência France Presse, mas sob embargo até à manhã desta quinta-feira."Em primeiro lugar, a China
não nos ajudou a acabar com esta guerra desde o início. Em segundo
lugar, a China ajudou a Rússia abrindo o mercado dos ‘drones’", disse
Zelensky sobre as posições de Pequim face ao conflito. "Não precisamos de garantias que não ajudem a Ucrânia", acrescentou o Presidente da Ucrânia.Zelensky
referiu-se também ao eventual encontro bilateral Ucrânia-Rússia, no
quadro dos contactos diplomáticos estabelecidos nos últimos
dias, afirmando que o encontro com o Presidente da Rússia pode ocorrer
na Suíça, na Áustria e na Turquia.Zelensky disse
ainda que acredita que um encontro com Vladimir Putin "é possível após
um acordo sobre garantias de segurança para Kiev".Na
mesma conferência de imprensa, o Presidente ucraniano disse que a
Rússia está a concentrar tropas na região ocupada de Zaporijia, no sul
da Ucrânia, preparando uma potencial ofensiva.Segundo Zelensky, Moscovo está a transferir as forças da região russa de Kursk para Zaporijia, na Ucrânia.Em
questões relacionadas com armamento, o presidente ucraniano afirmou que
Kiev testou com "sucesso" um novo míssil com um alcance de três mil
quilómetros.O míssil "Flamingo" pode começar a ser produzido em grande escala a partir do início do próximo ano, de acordo com Zelensky. O
Presidente ucraniano revelou ainda que pediu ao homólogo
norte-americano, Donald Trump, para "convencer" o primeiro-ministro da
Hungria, Viktor Orban, para desbloquear a abertura das negociações sobre
a adesão da Ucrânia à União Europeia."Pedi
ao presidente [Donald] Trump que garantisse que Budapeste não bloqueava
a nossa adesão à União Europeia. O presidente Trump prometeu que a
equipa norte-americana vai trabalhar no assunto", disse Zelensky.