Zelensky pede ajuda aos EUA e cita Pearl Harbor e ataques de 11 de setembro
Ucrânia
16 de mar. de 2022, 13:38
— Lusa/AO Online
Numa transmissão em direto, por
videoconferência, Volodymyr Zelensky dirigiu-se ao Congresso dos Estados
Unidos da América (EUA) e recordou as tragédias passadas que atingiram
os norte-americanos, pedindo ajuda para impedir os ataques aéreos da
Rússia."Precisamos de vocês agora",
apelou, acrescentando que "a Rússia transformou o céu ucraniano numa
fonte de morte para milhares de pessoas"."Lembrem-se
de Pearl Harbor, a terrível manhã de 07 de dezembro de 1941, quando os
vossos céus estavam pretos por causa dos aviões que o atacaram.
Lembrem-se do 11 de setembro, um dia terrível em 2001, quando o mal
tentou transformar as vossas cidades, territórios independentes, em
campos de batalha. Quando pessoas inocentes foram atacadas do ar",
recordou Zelensky num auditório lotado no Capitólio (sede do Congresso)
dos EUA.Zelensky fez assim um paralelo
entre a história norte-americana e a atualidade ucraniana, frisando que o
seu país está a vivenciar esse mesmo terror todos os dias: "Um terror
que a Europa não vê há 80 anos".O
Presidente ucraniano renovou então os seus apelos por uma zona de
exclusão aérea sobre a Ucrânia, mas afirmou que se isso for "pedir
muito", solicitava então aos EUA sistemas de defesa aéreos como
alternativa.Pediu ainda que os EUA
imponham novas sanções a Moscovo e a políticos russos, "todas as
semanas, até que a máquina militar russa pare", e que todas as empresas
norte-americanas deixem o mercado da Rússia "porque está inundado com
sangue".Para dar mais força a estes seus
apelos, Zelensky mostrou aos políticos norte-americanos um poderoso
vídeo, com imagens da guerra que arrasa o seu país, mostrando o preço da
invasão russa.O vídeo terminou com um pedido para que se "fechem os céus". "Agora,
estou com quase 45 anos. Hoje a minha idade parou quando o coração de
mais de 100 crianças parou de bater. Não vejo sentido na vida se ela não
puder impedir as mortes", disse.Zelensky
agradeceu ainda ao Congresso e ao Presidente norte-americano, Joe Biden,
por todo o seu envolvimento pessoal nesta matéria.Os
legisladores norte-americanos aplaudiram Volodymyr Zelensky de pé,
antes e depois do seu pronunciamento, durante longos momentos.