Zelensky exige que Força Aérea atue "muito mais rapidamente" contra drones russos
Ucrânia
Hoje 16:36
— Lusa/AO Online
“Deve agir muito mais
rapidamente para aumentar a sua capacidade de proteger Kharkiv e outras
regiões fronteiriças com a Rússia contra os drones”, declarou o chefe de
Estado ucraniano nas redes sociais, avisando que o país “não tem tempo
para esperar que elementos individuais da Força Aérea se adaptem".Esta
exigência surge depois de Zelensky ter anunciado na sexta-feira que se
preparava para fazer alterações na Força Aérea, lamentando que, em
algumas regiões e unidades, a defesa não estava a funcionar como
deveria.O líder ucraniano afirmou na
altura que existiriam “mudanças de pessoal, por agora, em algumas
regiões e unidades, especialmente no que diz respeito à defesa contra os
Shahed [drones] russos".Zelensky disse
que a defesa aérea de curto alcance, destinada a combater os chamados
drones suicidas, "deve funcionar muito melhor" e criticou que os
problemas atuais para os neutralizar não deviam ser permitidos. "Em
algumas direções, as linhas de defesa estão mais bem estabelecidas,
noutras ainda há muito trabalho a fazer e de forma intensiva",
salientou. Zelensky referiu, numa mensagem
nas redes sociais, ter transmitido esta insatisfação ao comandante da
Força Aérea, Anatoly Krivonozhko, e ao ministro da Defesa, Rustem
Umerov. A Força Aérea indicou hoje que
intercetou 100 dos 125 drones que a Rússia lançou nas últimas horas, num
período de vagas sucessivas de bombardeamentos para saturar a
capacidade energética da Ucrânia em pleno inverno. A
Ukrenergo, a empresa estatal de eletricidade ucraniana, registou novos
cortes de energia em Dnipropetrovsk, no centro do país, Zaporijia e
Odessa, no sul, na sequência dos mais recentes bombardeamentos russos. "Os trabalhadores do setor energético estão a fazer tudo o que é possível para restabelecer a energia", sublinhou a empresa.O
Presidente ucraniano criticou igualmente as autoridades locais pela
resposta tardia, especialmente em Sumy, Kharkiv e Poltava, no norte da
Ucrânia, e na sua cidade natal, Kryvyi Rih, no centro."Nem
todas as comunidades estão a resolver os problemas. É preciso
abordá-los em tempo útil e tirar conclusões sobre eles", comentou.