Zelensky espera discutir com Trump novas sanções a Moscovo na quinta-feira
Ucrânia
3 de set. de 2025, 14:58
— Lusa/AO Online
"Amanhã
[quinta-feira], tentaremos entrar em contacto com o Presidente Trump e
discutir isto", disse Zelensky a partir de Copenhaga, na véspera de se
reunir em Paris com o grupo de 30 países que apoia militarmente a
Ucrânia contra a invasão russa. Durante a
sua visita à Casa Branca com os principais líderes europeus, em 18 de
agosto, Zelensky pediu a Donald Trump que impusesse sanções adicionais a
Moscovo e pressionasse o líder do Kremlin, Vladimir Putin, caso não
comparecesse na mesa das negociações."Ele
disse que responderia dentro de algumas semanas", observou hoje
Zelensky, acrescentando: "Pelo que percebi, são duas semanas ou, no
máximo, três semanas. As duas semanas terminam amanhã [quinta-feira]".Por seu lado, a Comissão Europeia anunciou na semana passada que iria propor em breve um 19.º pacote de sanções a Moscovo.A
chamada Coligação dos Dispostos reúne cerca de 30 países, na maioria
europeus e incluindo Portugal, prontos para prestar apoio ao Exército
ucraniano, estando em discussão a possibilidade de oferecerem militares
ou outro tipo de salvaguarda como garantia de segurança a Kiev, como
forma de prevenir uma nova agressão russa em caso de acordo de paz. Os
países europeus deverão confirmar na quinta-feira, numa reunião em
Paris e por videoconferência, que estão prontos para anunciar as
garantias de segurança e aguardar posteriormente o apoio a esta decisão
por parte dos Estados Unidos, segundo a presidência francesa, que
promoveu o encontro."Temos uma base sólida
sob a forma de acordos bilaterais, particularmente com a Dinamarca, e
partilhamos a visão de que a segurança futura da Ucrânia exige uma
disposição do tipo artigo 5.º", disse Zelensky, referindo-se ao acordo
de defesa mútua previsto no tratado da NATO. O
Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou a 18 de agosto que
os Estados Unidos apoiariam os países europeus no fornecimento de
garantias de segurança à Ucrânia, que seriam implementadas após um
cessar-fogo ou um acordo de paz, ambos ainda por alcançar."Também
recebemos sinais dos Estados Unidos de que vão fornecer um 'backstop', o
que é importante", acrescentou Zelensky, referindo-se à rede de
segurança norte-americana, cujo formato ainda não é claro.Ao
fim de mais de três anos da invasão russa da Ucrânia, as propostas para
um acordo de paz entre Moscovo e Kiev têm fracassado, apesar das
iniciativas do Presidente norte-americano para aproximar as partes.O
líder russo, Vladimir Putin, exige que a Ucrânia ceda territórios e
renuncie ao apoio ocidental e à adesão à NATO, condições que Kiev
considera inaceitáveis, reivindicando pelo seu lado um cessar-fogo
imediato como ponto de partida para um acordo de paz, a ser
salvaguardado por garantias de segurança.