Zelensky e Putin visitam respetivas tropas na linha da frente
18 de abr. de 2023, 17:14
— Lusa
Volodymyr Zelensky esteve na
cidade de Avdiivka, perto da capital regional Donetsk, que tem sido um
dos pontos mais quentes da frente leste da guerra na Ucrânia, segundo a
agência francesa AFP.“Tenho a honra de
estar aqui hoje, para vos agradecer pelo vosso serviço, pela defesa da
nossa terra”, disse Zelensky aos soldados em Avdiivka, citado num
comunicado da presidência, que divulgou fotografias e um vídeo da
viagem.O anúncio ucraniano foi feito
depois de Moscovo ter divulgado uma deslocação de Vladimir Putin à
Ucrânia para visitar os comandos das tropas russas nas regiões de
Kherson (sul) e Lugansk (leste).A visita de Putin ocorreu na segunda-feira, segundo a agência oficial russa TASS.Na
sequência da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, Putin
declarou a anexação das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia
em 30 de setembro.Donetsk e Lugansk, que
formam o Donbass (leste), travaram uma guerra separatista contra Kiev
com apoio russo, depois de a Rússia ter invadido e anexado a península
ucraniana da Crimeia, em 2014.A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões anexadas.Nas
imagens divulgadas pela presidência ucraniana, Zelensky aparece sem
colete à prova de bala ou capacete, primeiro no exterior com soldados e
depois num barracão, onde condecorou vários militares.O
vídeo mostra também carros, presumivelmente parte do comboio
presidencial, a circular no meio de edifícios destruídos ou muito
danificados.“Só vos desejo a vitória, que desejo a todos os ucranianos”, disse Zelensky aos soldados, citado pela AFP.“Desejo-vos
que preservem as vossas vidas para a Ucrânia. Com gente tão forte, após
a vitória, estou certo de que, juntos, reconstruiremos a Ucrânia”,
acrescentou.A invasão russa da Ucrânia
desencadeou uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada
como a crise mais grave de segurança desde a Segunda Guerra Mundial
(1939-1945).O número de baixas civis e militares não é conhecido, mas diversas fontes, incluindo a ONU, dizem que será muito elevado.