Zelensky diz que Rússia está a usar guerra para se vingar da Europa
Ucrânia
2 de fev. de 2023, 12:59
— Lusa/AO Online
"A
Rússia está a concentrar as suas forças, todos sabemos disso. Quer
vingar-se não só da Ucrânia, mas também da Europa livre", disse o líder
ucraniano, numa conferência de imprensa conjunta com a presidente da
Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Kiev.Para Zelensky, "o sonho de uma Europa pacífica só pode ser alcançado com a Ucrânia e apenas com a derrota da Rússia".A
conferência de imprensa conjunta decorreu pouco antes de uma reunião de
trabalho entre a equipa de Von der Leyen – que está na capital
ucraniana com 14 comissários e com o chefe da diplomacia europeia, Josep
Borrell - e a de Volodymyr Zelensky.Na
sexta-feira, uma cimeira União Europeia (UE)- Ucrânia será realizada em
Kiev com Von der Leyen, Zelensky e o presidente do Conselho Europeu,
Charles Michel, vários meses depois de a Ucrânia ter obtido o seu
estatuto de candidato oficial à adesão ao bloco comunitário.Zelensky já tinha dito que a cimeira de sexta-feira é um "passo lógico e importante" para a "integração" da Ucrânia na UE.O
processo de adesão à UE pode, no entanto, demorar vários anos, sendo os
critérios estabelecidos por Bruxelas, em termos considerados muito
rigorosos, nomeadamente no que diz respeito à verificação de medidas
contra a corrupção, um problema que atinge a Ucrânia.A
ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na
Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5
milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países
europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica
esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra
Mundial (1939-1945).Neste momento, 17,7
milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões
necessitam de ajuda alimentar e alojamento.A
invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a
necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança
da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade
internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e
imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.A
ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.110 civis
mortos e 11.547 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém
dos reais.