Zelensky diz que concordou com Trump “reforçar a proteção” dos céus ucranianos
Ucrânia
4 de jul. de 2025, 15:45
— Lusa/AO Online
"Discutimos
as opções de defesa aérea e concordámos em trabalhar em conjunto para
reforçar a proteção do nosso espaço aéreo", afirmou Zelensky na rede
social Telegram, detalhando que teve com Trump uma "conversa aprofundada
sobre as capacidades da indústria da defesa e a produção conjunta".Trump fez
também uma chamada telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin,
na quarta-feira, e admitiu que "não fez progresso algum" no sentido de
um cessar-fogo na Ucrânia."Não, não fiz
qualquer progresso" durante a conversa, disse Trump aos jornalistas,
acrescentando não estar "satisfeito" com o conflito, iniciado com a
invasão russa da Ucrânia há quase três anos e meio.O
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse também na quarta-feira
que Washington e Kiev estão a esclarecer a ajuda militar
norte-americana, após o anúncio de que os Estados Unidos deixaram de
fornecer determinadas armas.Por seu lado, o
ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, referiu
que a Ucrânia está pronta para "comprar ou alugar" defesas antiaéreas
para fazer face ao "grande número de drones, bombas e mísseis" lançados
pela Rússia contra o país.O secretário de
Estado da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, autorizou uma pausa nos
fornecimentos à Ucrânia "para dar prioridade aos interesses dos Estados
Unidos", confirmaram à CNN altos responsáveis da Casa Branca.Os
fornecimentos suspensos, que tinham sido prometidos pela anterior
administração norte-americana, liderada pelo democrata Joe Biden,
incluem intercetores para os sistemas de defesa aérea Patriot, projéteis
de artilharia guiados com precisão e mísseis que a força aérea
ucraniana dispara a partir de aviões F-16 fabricados nos Estados Unidos.Já
Trump pronunciou-se pela primeira vez na quarta-feira sobre a
suspensão, justificando a medida como necessária, acusando o
ex-presidente Joe Biden de "esvaziar todo o país dando-lhes armas [à
Ucrânia]".