Zelensky convidou Macron a visitar o país para constatar “genocídio”

Ucrânia

17 de abr. de 2022, 20:18 — Lusa /AO Online

Na quinta-feira, Emmanuel Macron recusou-se a empregar o termo “genocídio”, que tinha sido utilizado pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, para acusar o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, de o ter perpetrado na Ucrânia."Quanto ao Emmanuel, falei com ele", adiantou Volodymyr Zelensky numa entrevista à estação de televisão norte-americana CNN na sexta-feira e transmitida hoje.Segundo o chefe de Estado, a recusa do Presidente francês em utilizar o termo “genocídio” justifica-se com os esforços que tem desenvolvido para “garantir que a Rússia se envolva no diálogo" para terminar com o conflito militar que se iniciou em 24 de fevereiro."Disse-lhe que queria que ele entendesse que isto não é uma guerra, que não passa de um genocídio. Convidei-o para vir quando tiver a oportunidade", adiantou Volodymyr Zelensky.Emmanuel Macron, durante a campanha para a segunda volta das eleições presidenciais do próximo domingo, considerou que a palavra "genocídio" deveria ser "qualificada por advogados e não por políticos" e afirmou que "entrar numa escalada verbal" era "não ajudar a Ucrânia".Na entrevista emitida hoje, o Presidente ucraniano referiu também que queria que Joe Biden visitasse a Ucrânia, admitindo que essa deslocação possa ser condicionada por questões de segurança no país.A administração dos Estados Unidos da América (EUA) está a considerar enviar um enviado à capital Kiev, mas a Casa Branca já descartou uma viagem de alto risco pelo próprio Presidente por enquanto.A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que já matou quase dois mil civis, segundo dados das Nações Unidas, e foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e sanções económicas e políticas.