Xi recebe Lukashenko em Pequim durante périplo do líder bielorrusso pela Ásia
Hoje 11:25
— Lusa/AO Online
O
encontro decorreu na residência oficial de hóspedes de
Diaoyutai, indicou a televisão estatal chinesa CCTV, que não adiantou,
para já, pormenores sobre o conteúdo da reunião nem sobre a duração da
estadia de Lukashenko na China.A agência
oficial bielorrussa Belta noticiou no domingo que Lukashenko partira
para uma visita ao Leste e Sudeste Asiático, com passagens por três
países não especificados.Segundo a Belta,
as partes deverão abordar projetos "de grande escala" em diferentes
áreas, na sequência de um trabalho preparatório realizado antes de cada
uma das visitas.O órgão estatal
bielorrusso acrescentou que o reforço da cooperação com os países
asiáticos constitui uma das prioridades da política externa de Minsk.O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês não anunciou previamente a visita de Lukashenko ao país.A
deslocação do Presidente bielorrusso a Pequim acontece depois de ter
participado, em setembro de 2025, no desfile militar organizado pela
China para assinalar o 80.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial
no Pacífico.Antes dessa cerimónia,
Lukashenko reuniu-se com Xi, em junho de 2025, ocasião em que agradeceu à
China o "apoio firme" e a "ajuda de longo prazo".Nesse
encontro, Xi classificou China e Bielorrússia como "verdadeiros amigos e
bons parceiros", enquanto Lukashenko afirmou que Minsk desenvolveria de
forma "inquebrantável" as relações com Pequim.O
líder bielorrusso visitou também a China por duas vezes em 2023, em
março e dezembro, num contexto de aprofundamento dos laços bilaterais e
de crescente isolamento de Minsk em relação à Europa e ao restante
Ocidente.China e Bielorrússia mantêm uma
relação marcada pela cooperação política, económica, industrial e
tecnológica, bem como por uma retórica comum de rejeição da ingerência
externa, do unilateralismo e das sanções.A
guerra na Ucrânia tem sido um dos principais enquadramentos da relação
recente entre os dois países: Kiev acusa a Bielorrússia de apoiar a
Rússia, enquanto a China tem mantido uma posição ambígua, apelando ao
diálogo e a uma solução política para o conflito.